A importância de valorizar a população indígena
Enviada em 20/09/2022
A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante, dentre outros, a igualdade de direitos para com todos os indivíduos – entre eles o direito à moradia, alimentação e liberdade de pensamento. No entanto, no que diz respeito à comunidade indígena, a aplicação íntegra da declaração é inconsistente. Porém, a valorização dos indígenas é de extrema importância, em razão de fatores como a preservação ambiental e cultural, ambas reprimidas pelo meio urbano.
Incontestavelmente, a população nativa das Américas enfrenta desafios não apenas quanto às intempéries da natureza, mas também com o homem citadino. Analogamente aos períodos coloniais, em que bandeirantes, na colônia portuguesa, e espanhóis, sob comando da coroa espanhola, perseguiam e escravizavam indígenas, a sociedade contemporânea tende a menosprezar e desconsiderar os indígenas na geoeconomia e sociopolítica. A partir disso, a cultura indígena é suprimida – tal qual antigamente. Desse modo, assim como critica o mural “Repovoamento da memória de uma cidade-floresta”, de Denilson Baniwa, conhecimentos ancestrais e línguas são esquecidos, por exemplo.
Nesse contexto, dada relação entre sabedoria e experiência florestal, os indígenas têm exímio papel no referente à vida sustentável no meio ambiente, dada a estabilidade através do consumo, mas sob reposição de matérias-primas. Em outras palavras, o extrativismo indígena apresenta, diferentemente do capitalista urbano, um modo de coexistência junto às florestas, por conta do uso consciente do disponibilizado pela Terra. Assim, unidades de conservação florestais consequentes da ocupação indígena são relevantes, pois impedem, também, o avanço generalizado do agronegócio.
Em suma, a valorização da população índigena é algo a ser alcançado. Para tanto, órgãos intergovernamentais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), deveriam, por meio da instituição de acordos diplomáticos, aplicar leis sobre Estados com comunidade indígena, tais quais abrangem a preservação ambiental e promovem a segurança de tribos, além da análise e estudo, de modo que seja possível o arquivamento de conhecimentos dos nativos. Quiçá, assim, criar-se-á um futuro no qual indígenas tenham cultura, modo de vida e direitos assegurados.