A importância de valorizar a população indígena

Enviada em 12/11/2022

Em abril de 2021, a comunidade indígena de Aracaçá foi encontrada queimada e vazia, após relatos de violências supostamentes praticadas por garimpeiros que atuam ilegalmente na região. Embora os povos indígenas sejam de extrema importância para conservação da história, cultura e natureza do Brasil, eles se veem cada vez mais ameaçados e excluídos. Desse modo, é essencial analisar os principais propulsores desse contexto: o descaso governamental e o preconceito com estes povos.

Deve-se pontuar, de início, que é dever do Estado proteger os grupos indígenas. Segundo o filósofo John Locke, o papel do Estado é garantir o bem-estar social e os direitos dos cidadãos. Nessa lógica, fica explícito o descaso do Estado com as comunidades indígenas e a falta de interesse em cuidar da cultura das mesmas. Dessa forma, a falta de políticas públicas que visem proteger essas comunidades por parte do Estado faz com que a existência delas seja ameaçada.

Paralelo a isso, vale também ressaltar que, o preconceito por parte da população faz com que esses grupos indígenas sejam excluídos da sociedade. Segundo o filósofo Voltaire, o preconceito é opinião sem conhecimento. Nessa perspectiva, entende-se que o preconceito está atrelado à falta de informação e instrução do sistema educacional, em que a população acredita que esses povos devem viver isolados e esquecidos do resto da sociedade. Assim, a partir dessa educação falha, forma-se uma exclusão social dos povos nativos do Brasil.

Portanto, observa-se que a cultura e história dos povos indígenas deve ser protegida. Para isso, cabe ao Estado, por meio do Ministério da Cidadania, criar novas políticas públicas e programas sociais que visem a inclusão desses povos e a conservação de sua cultura. Além disso, a escolas e instituições educacionais devem instruir a população sobre essas comunidades, com a finalidade de mitigar o preconceito existente. Só assim a história e cultura desses povos será devidamente cuidada.