A importância de valorizar a população indígena
Enviada em 25/04/2023
O documentário “A Última Floresta” retrata a luta da tribo Yanomani em ter seus costumes preservados e valorizados, uma vez que são ameaçados pelos garimpeiros. Assim como na obra, esse cenário está se tornando comum na sociedade, visto que as populações indígenas têm convivido com ameaças territoriais e culturais no Brasil. Nesse âmbito, a filmagem entra em sintonia com a nefasta perpetuação da importância de valorizar a população autóctone, já que está ligada à raízes históricas e à ausência de debate na comunidade.
Primordialmente, vale ressaltar que os indígenas são de grande importância na identidade do povo brasileiro. No entanto, apesar da excelência na contribuição cultural pelo autóctone, fica claro que as raízes históricas afetam os nativos até os dias atuais, dado que eles não são respeitados por grande parcela da população brasileira. Tais fatos são evidenciados desde Período Colonial, onde os portugueses exploravam os nativos, colocava-os em uma posição de pessoas perigosas e aculturadas, dessa forma, foi construído um país desvalorizador do seu prórpio povo.
Além disso, salienta-se que a falta de debate na sociedade sobre as comunidades indígenas está interferindo continuadamente na importância de valorizar os nativos. Desse modo, pode-se afirmar que prova dessa ausência é o aumento na desinformação sobre os desafios vivenciados pelos autóctones em seus territórios, como exemplo, desnutrição e invasão em suas terras pelos garimpeiros. Nesse viés, com base nos estudos de Lima Barreto, escritor pré-modernista, “O Brasil não tem povo, tem público”, dessa maneira, é inadmissível um país que é grandiosamente populacional não tenha participação ativa, deixando de lado os debates sobre as causa indígenas e sem buscar maneiras de valorizá-los.
Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Dessa forma, cabe ao governo promover maior conhecimento populacional sobre os indígenas, por meio de debates que ocorram em praças abertas ao público, objetivando incentivar gosto pelas causa nativas e o aumento da participação ativa. Assim, evitando colocar em prática o documentário e dando a devida importância na valorização da população autóctone.