A importância de valorizar a população indígena
Enviada em 09/09/2023
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 - assegura a todos os direitos básicos, como saúde e educação. Entretanto, os frequentes casos de invizibilização das populações indígenas impedem que esses indivíduos experimentem tal virtude. Nesse sentido, a expropriação de terras e a marginalização impossibilitam a ascensão social dos indivíduos.
Diante desse cenário, percebe-se a invasão de terras indígenas por parte dos latifundiários. Dessa forma, segundo dados da pesquisa “Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil” os casos registrados na categoria “invasões possessórias, exploração ilegal de recursos e danos ao patrimônio” cresceu de 109, em 2018, para 256 casos, em 2019. Sendo assim, esses dados explicitam uma violência que aumenta a cada dia e que é menosprezada por grande parte da sociedade, incluindo governantes, que invizibilizam esse problema pois os latifundiários compõem uma parte importante da economia do país.
Ademais, é notória a desvalorização da causa indígena. Nessa perspectiva, Anaje Sucurijú, o primeiro indígena a ingressar na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, disse “Na universidade nós somos invisibilizados, nos movimentos sociais nós somos invisibilizados, em tudo nós somos invisibilizados”. Desse modo, Anaje Sucurijú explicita, não só sua vivência mas a de muitos outros indígenas brasileiros que lutam todos os dias por um lugar na sociedade que deveria ser garantido por lei.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham ampliar a valorização da população indígena no Brasil. Para isso, cabe ao Estado por meio do Ministério dos Povos Indígenas, devolver as terras indígenas expropriadas, através da demarcação das terras, como previsto na Constituição de 1988, a fim de garantir o direito originário à terra. Assim, cumprindo o que diz na Declaração Universal dos Direitos Humanos.