A importância do censo demográfico para a população brasileira
Enviada em 12/03/2024
No livro sagrado do Cristianismo, é relatado, ainda antes de Cristo, o recenseamento dos habitantes das Doze Tribos de Israel como um processo de volumosa relevância para a liderança e zelo do povo. No entanto, nos tempos modernos, a falta de informações aliada à omissão do Estado apresentam-se como obstáculos ao reconhecimento da importância do censo demográfico para o progresso do Brasil, imprescindível para o desenvolvimento de políticas públicas.
Em primeira análise, ressalta-se que há, no Brasil, uma evidente falta de informações sobre a relevância do censo demográfico, dificultando o planejamento de políticas públicas adequadas. Nesse sentido, é lícito referenciar o filósofo grego
Platão, que narrou o intitulado “Mito da Caverna”, no qual homens viam sombras na parede e acreditavam que eram a realidade das coisas. Como caso análogo a essa metáfora, é notório que muitos brasileiros, sem acesso ao conhecimento, rejeitam os recenseadores. Logo, é evidente o valor inestimável das informações, haja vista que a falta delas impossibilita o censo, prejudicando a qualidade de vida das pessoas que carecem de atenção pública especializada.
Ademais, nota-se que o Estado também contribui para a persistência do estigma em relação ao recenseamento, uma vez que não desenvolve medidas para popularizar essa coleta de dados. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, mas que não cumprem seu papel com eficácia. Desse modo, é imprescindível que, para a refutação da teoria baumaniana, essa inerte postura governamental seja revertida. Com efeito, enquanto a negligência estatal for a regra, o reconhecimento da importância da coleta de dados demográficos se dará apenas como uma exceção.
É, pois, fundamental reconhecer a relevância do censo para o progresso do Brasil. Para tanto, cabe ao Governo Federal em parceria com as mídias televisivas – como o SBT e a Rede Record – promoverem campanhas publicitárias, em horário nobre, que especifiquem a necessidade da coleta de dados que auxilia na administração do país.