A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 19/09/2019
É possível, por intermédio da linguagem simples e coloquial do poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond, fazer uma analogia a respeito da ausência do desenvolvimento sustentável no Brasil. Acerca de tal análise, pode-se ligar a pedra, presente na obra drummondiana, à crescente repercussão e atuação da problemática no cotidiano dos brasileiros. Ainda, constata-se que o revés está atrelado não somente à inoperância estatal, mas também a perpetuação de práticas criminosas.
Em primeira análise, pontua-se o desleixo governamental como precursor do agravamento da situação. No livro “Ética a Nicômaco”, Aristóteles, defende que a política serve para garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, o descaso das autoridades públicas em relação à falta de investimentos no desenvolvimento de fontes de energias renováveis alternativas fomenta a atual inadimplência do Estado em solucionar as mazelas sociais. Porquanto, os dados divulgados pelo portal de notícias UOL exemplificam o desdém político-administrativo, pois evidenciam que 80% da energia produzida no país, no ano de 2016, era advinda somente de três tipos de fontes, das quais apenas uma era renovável. Dessa forma, verifica-se a necessidade de uma reformulação nos valores e nas ações políticosociais, a fim de que o axioma aristotélico retorne ao cerne dos princípios governamentais e os acontecimentos supracitados possam ser mitigados à sociedade.
Outrossim, a ação antrópica contribui para a acentuação da problemática. A 3ª Lei de Newton assegura que para toda ação, há uma reação de mesma intensidade. No contexto do tema apresentado, a ação do homem provoca reações em cadeia que trazem consigo problemas à sociedade, ao ecossistema e ainda dificultam a implementação do desenvolvimento sustentável. Em síntese, as queimadas e os desmatamentos proporcionam a formação de problemas socioambientais, tais como a extinção de espécies da fauna e flora brasileira, assim como a diminuição do nível das chuvas, o que acarretaria em prejuízos aos agricultores. Posto isso, medidas devem ser tomadas com o intuito de reverter essa realidade, para que, consoante a máxima do filósofo alemão Hans Jonas, o homem e o efeito de suas ações não comprometam a vida das futuras gerações.
Logo, para que desenvolvimento sustentável se torne uma realidade, urge que o Ministério da Economia, por meio da captação e redirecionamento de recursos, promova investimentos na implementação de fontes de energias alternativas sustentáveis, de modo a diminuir os altos índices de poluição atmosférica e, por indução, melhorar o conforto social. Ainda assim, parte da verba deverá ser aplicada na instalação de postos de vigilância, com o fito de resguardar a Floresta Amazônica dos males antrópicos. Dessarte, a pedra poderá ser removida do caminho social.