A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 28/08/2019

Após a reunião ECO-92, um dos novos objetivos das Nações Unidas para o milênio é o desenvolvimento sustentável. Sobre essa perspectiva, o Brasil tem um histórico de desrespeito ao meio-ambiente em prol da evolução econômica, dado pelo avanço irresponsável da fronteira agrícola e a ideologia inadequada dos governantes frente ao tema, colocando, assim, em cheque a sustentabilidade. Logo, é necessário que o Governo reveja sua posição quanto ao tema.

Primeiramente, com o avanço da agricultura intensiva para o Centro-Oeste e Norte do país, a promessa de crescimento é colocada a priori do que a preservação da vegetação. Sobre esse tema, desde o século XIX, o país tem visto o avanço da fronteira agrícola, seja no ciclo da borracha ou no  atual ciclo da soja. Todavia, tal expansão não é acompanhada da devida fiscalização, já que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis - IBAMA, a prática da queimada é a responsável pela maior degradação dos ecossistemas brasileiros. Portanto, a ineficácia do governo em conciliar o avanço do desenvolvimento agrícola com a conservação da fauna e flora, em especial no âmbito da fiscalização, coloca em risco a disponibilidade e potencial dos recursos naturais brasileiros.

Além disso, até os dias atuais, a linha radical de pensamento desenvolvimentista está presente em decisões governamentais. Esse pensamento, o qual prega o superávit econômico, ignorando os limites dos recursos naturais do país, é observado em projetos como a Transamazônica ou a construção da hidrelétrica de Belo Monte, ambos projetos ambientalmente danosos, causando perdas irreversíveis de ecossistemas, conforme reportagem da revista El Pais. Dessa forma, evidencia-se a inconsistência do Governo com os compromissos internacionais desse tipo, podendo privar as futuras gerações de verem os tesouros ecológicos que se é possível atualmente.

Em síntese, o avanço irremediado do agronegócio somado ao pensamento inadequado dos dirigentes ocasiona um desenvolvimento divergente do desenvolvimento sustentável. Sendo assim, é necessário que o Ministério do meio ambiente, em parceria com o Ministério da justiça, atuem mais incisivamente na fiscalização das queimadas, pela criação de novos mecanismos de controle, além de punições mais severas, como multas mais caras, a fim de diminuir a incidência dessa prática e conservar a vegetação. Concomitantemente, o Executivo deve realinhar sua política de desenvolvimento sustentável com as políticas internacionais convergentes com a ideia de sustentabilidade, trazendo para sua equipe estudiosos das principais universidades do Brasil, e adotando medidas que equilibrem tanto o crescimento quanto a preservação. Dessa forma, não só estará sendo respeitado o compromisso brasileiro com a ONU, como estará garantida a fauna e flora para as novas gerações.