A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 29/08/2019

Charles Darwin tem reconhecimento mundial pelos estudos que revolucionaram a ciência do século XlX. Em uma de suas expedições pelo Brasil, o naturalista inglês relatou que “satisfação” era um termo aquém do que sentia diante de um ecossistema tão particular. Contudo, na contemporaneidade, observa-se que a destruição do meio ambiente em prol do desenvolvimento econômico no país se torna um desafio para continuidade do pressuposto. Isso se deve, principalmente, pelo descaso governamental e, ainda, pela falta de conscientização da sociedade.

Em primeiro plano, verifica-se a insuficiência de ações do Poder Público é causa evidente do problema. Um processo que começa historicamente, no Período Colonial, em meados do século XVl, no qual predominou a utilização da terra para exportação de matéria prima, com objetivo de aprofundar o progresso econômico da metrópole, Portugal. Desse modo, constata-se, hodiernamente, a intensificação dessa exploração no território brasileiro, a medida que a Política Nacional do Meio Ambiente- lei constitucional- não é controlada pelos órgãos fiscalizadores, devido a valorização do lucro e da exploração temporária em detrimento da preservação sustentável. Prova disso, o cerrado- bioma brasileiro- em razão do agronegócio, foi classificado como “hostpot”, ponto quente, que indica locais com a necessidade de conservação da fauna e da flora sob risco de estrago e degradação permanente.

Paralelo a essa dimensão política, quando o renomado filósofo Lev Vygotsky afirma que a escola não deve se distanciar dos aspectos da vida social de seus participantes, corrobora-se a necessidade de eixos como o desenvolvimento sustentável serem desenvolvidos no ensino básico. Porém, ao contrário dessa lógica, a prioridade do currículo básico brasileiro voltada frequentemente para o tecnicismo alienado agrava o problema, na medida em que, neste formato, deixa de formar indivíduos pensantes sobre o consumo adequado de recursos do ecossistema. Surge assim, um uso exagerado e negligente dos bens naturais pela população, que é simultaneamente agente e alvo das consequências desse problema.

Portanto, algumas das formas de intervir na problemática em pauta, seria através de iniciativas por parte do Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Poder Público que, deve fiscalizar e punir casos de destruição ambiental- por meio da ampliação de mutirões de fiscalização nas matas e empresas e através de leis mais punitivas- a fim de diminuir casos de destruição dos bens naturais de maneira irregular e inconsciente. Além disso, o Ministério da Educação, por meio de programas escolares, deve adicionar palestras voltadas à educação ambiental, objetivando incitar o pensamento crítico dos jovens quanto à atual situação desses recursos e a importância de valoriza-los.