A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 29/08/2019

Darwin nos ensinou que nem sempre o mais forte é o que sobrevive, mas aquele que melhor se adapta às novas circunstâncias. Analogamente, devido ao aquecimento global - aumento da temperatura e comprometimento da biodiversidade na terra - o Brasil não vem se adaptando ao novo cenário mundial, visto que o desflorestamento cresce no país de forma exponencial - segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais -, o que acarreta em sérias consequências ambientais. Isso pode decorrer de uma política desprotecionista aliada à ausência de acordo entre ambientalistas e agricultores.

Primeiramente, sendo a maior reserva florestal do mundo, a Floresta Amazônica representa uma importante ferramenta de equilíbrio ecológico global. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade se compara a um “corpo biológico”, visto que também é formada por partes que interagem entre si. Sob essa ótica, sem uma ação efetiva do Governo Federal, o desmatamento desenfreado na Amazônia não só pode desregular o equilíbrio químico terrestre - com a elevação do dióxido de carbono, causador da chuva ácida -, mas também comprometer a diversidade biológica do mundo.

Ademais, a falta de acordos e planejamento entre ambientalistas e agricultores se reflete em atraso para um desenvolvimento sustentável. O professor Celso Lemme diz que os capitalistas veem os ambientalistas como sonhadores irresponsáveis e, para estes, os capitalistas são cruéis. Logo, a falta de um planejamento conjunto entre as oposições, visando a sustentabilidade econômica, atrasa a adaptação do Brasil às necessidades atuais, visto que um mal uso dos escassos recursos naturais - como a utilização excessiva de fertilizantes prejudicadores do solo - pode acelerar os efeitos negativos do aquecimento global e comprometer o desenvolvimento do país no futuro.

Portanto, é importante a aplicação de mudanças no país para um desenvolvimento sustentável. Para atingir tal objetivo, urge que o Governo Federal crie a “Comissão Sustentável”, formada por ambientalistas e agricultores, por meio de acordos, que visam diminuir os danos antrópicos na natureza, a fim de não comprometer os recursos naturais para as gerações futuras. Também, é imprescindível uma maior fiscalização contra o desmatamento na Amazônia pelo mesmo agente, com a intensificação da ação da Polícia Federal. Talvez assim o Brasil escute Darwin e se adapte às novas circunstâncias.