A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 21/09/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Cidadã garante a todos os indivíduos o direito à saúde, segurança, educação, assim como ao bem-estar social. Contudo, a negligência da Governo, associada ao baixo interesse das pessoas, faz com que uma pequena parcela da população, sujeita a escassez de recursos não renováveis e a possíveis mudanças na dinâmica do clima, acabem por ter os seus direitos negados na prática. Nessa perspectiva, é necessário que tal problema seja amenizado, a fim de formar um sociedade mais desenvolvida.

Convém ressaltar, a princípio, a falta de ações do Estado como um fator determinante para a persistência da problemática. De acordo com Aristóteles, em seu livro ’’ Ética a Nicômaco’’, a função da política é garantir a felicidade da população. Contudo, percebe-se que esse conceito está degenerado no país, na medida que não há legislações que comprometam as empresas a reutilizarem matérias primas ou a diminuir a emissão de substâncias nocivas para o meio ambiente, o que resulta em uma acelerada degradação do ambiente e em possíveis alterações na ordem natural do planeta, o que pode implicar na diminuição do bem-estar social da população.

Ademais, faz-se mister, ainda, citar a negligência de grande parte da sociedade como um dos motivadores da problemática. Segundo o ‘‘Fundo Mundial para a Natureza’’, o Brasil é o quarto país que mais produz lixo no mundo. Nessa lógica, infere-se que tais dados são um reflexo da baixa eficácia das políticas e campanhas que promovem o desenvolvimento sustentável a partir da reciclagem, além da falha do senso crítico da própria população em relação ao tema, o que provoca a persistência da poluição ambiental, tendo como como consequência a contaminação e a escassez de recursos essenciais para as pessoas.

Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, a partir de políticas públicas, criar comissões especiais que busquem levar o debate sobre o tema para o âmbito do poder legislativo, com o objetivo de sancionar leis que comprometam empresas com a agenda sustentável, o que diminuiria a demanda dessas por fontes não renováveis. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação adicione a educação básica a discussão sobre a sustentabilidade, por meio de palestras e atividades interativas, utilizando-se de profissionais com capacitação para tal tarefa, mirando com tais ações na formação de jovens compromissados como o desenvolvimento sustentável.