A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 23/09/2019

Desde o início do século XVI, com a chegada oficial da colonização portuguesa ao Brasil cultiva-se a ideia de que nossos recursos naturais são infinitos. Contudo, quando se observa a extinção de parcela essencial da  flora e da fauna brasileira, nota-se um desequilíbrio entre a exploração da natureza e desenvolvimento econômico. Com isso, urge refutar os impasses fomentadores da negligência ambiental, como a insuficiência legislativa em simetria com a desinformação, com o intuito de colaborar para existência de um meio saudável para as futuras gerações, através de um desenvolvimento sustentável.

Em primeira instância, destaca-se a questão constitucional como fator permissivo à agressão ao espaço natural. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada, de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Consoante ao filósofo, o uso irracional dos recursos naturais rompe com essa harmonia, haja vista que embora o Direito Ambiental assegure a todos um ambiente ecologicamente equilibrado, a contínua degradação de florestas, como a Amazônia, por falta de fiscalização eficiente, prejudica a umidade que permeia os climas do país, o que afeta a saúde da população. Logo, o manejo impertinente da cobertura vegetal dos ecossistema está relacionada às brechas encontradas no órgão competente a tal finalidade.

Paralelamente a isso, a falta de informação midiática minimiza a prática individual do desenvolvimento sustentável.  De acordo com Pierre Boudieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Seguindo a linha de pensamento do sociólogo, a mídia pode ser encaixada como órgão de obscurantismo social, uma vez que não cumpra seu papel de oferecer à população o conhecimento sobre a importância de  atribuir hábitos ecologicamente favoráveis ao bem-estar das futuras gerações e do espaço em que vive. Portanto, essa falta de informação estimula o descarte de milhares de plásticos, oriundo do consumo inconsciente, que demora milhões de anos para serem degradados na biosfera.

Destarte, entende-se que o desenvolvimento sustentável  esbarra em lacunas a serem preenchidas no Brasil, como a deficiente aplicação da lei somada ao descumprimento da função dos meios de comunicação social. Assim, emerge-se imperativo que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de concurso público, efetue a contratação de maior número de fiscais ambientais, para maximizar a preservação ambiental ,com a aplicação de multas sobre possíveis autores de queimadas nas matas nativas. Ademais, compete a mídia televisiva, mediante campanhas, incitar a prática de reutilização e reciclagem de produtos pelos civis, a fim de evitar o acúmulo de lixo na pátria brasileira.