A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 23/09/2019
A primeira Revoluçao Industrial foi essencial para a evolução das máquinas e a produtividade das práticas de mercado, sendo usadas matérias-primas essenciais para energia e produção. No entanto, a evolução mercadológica aconteceu em detrimento da preservação ambiental, ocasionando escasso desenvolvimento sustentável. Dessarte, tornou-se perceptível, ao longo dos anos, degradação da fauna e da flora e iniquidades em saúde, o que torna necessária a ação de órgãos responsáveis para a equação do problema.
A priori, salienta-se que a ECO-92 acontecida no Brasil foi de suma importância para firmar compromissos com o desenvolvimento sustentável, no entanto não foram plenamente atendidos. Assim, na atualidade, nota-se degradação da fauna e da flora brasileira, com queimadas recorrentes na Amazônia, levando ao risco de extinção variadas plantas nativas e animais. Segundo dados da ONU, pelo menos um milhão de espécies sofre risco de extinção, sendo o Brasil incluído nos dados. Decerto, alterações no meio ambiente, leva a alterações climáticas por desequilibrar ciclos ecológicos, como o do carbono, do oxigênio e do nitrogênio. Devido a isso, a importância da preservação para a manutenção de espécies e equilíbrios climáticos.
Além do supracitado, é imperativo ressaltar as iniquidades em saúde ocasionadas devido a insustentabilidade ambiental. Desse modo, evidencia-se ilhas de calor nas grandes cidades verticalizadas, poluindo o ar e causando problemas respiratórios além de enchentes com possível proliferação de doenças como a leptospirose. De acordo com Leandro Boff, no livro “O Cuidado Necessário”, é importante o cuidado e a prevenção para evitar vulnerabilidades e tragédias. Sendo assim, a necessidade de reduzir danos e promover uma habitação saudável e de qualidade aos cidadãos, visto que, no artigo 225 da atual Carta Magna consta o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e qualidade de vida.
Infere-se, por conseguinte, haja vista os problemas abordados, que o Ministério do Meio Ambiente deve investir de forma continuada na fiscalização, a partir de agentes fiscais, das áreas de riscos e propensas a incêndios além de monitorar possíveis queimadas, a fim de combater o desmatamento. Soma-se a isso a possibilidade de incluir a comunidade na realização de denúncias e educação ambiental acerca da preservação. Ademais, o Ministério do Desenvolvimento Regional deve promover vistorias nos locais de habitação, a partir de fiscais e profissionais da engenharia, buscando discutir possíveis mudanças infraestruturais, no intuito de promover qualidade de vida. Logo, a degradação e as iniquidades em saúde serão equacionadas e a Eco-92, paulatinamente, atendida.