A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 27/09/2019
O Protocolo de Quioto foi realizado em 1997, essa conferência tinha o objetivo de reduzir as taxas de emissões de carbono e criar um modelo de desenvolvimento ambiental para o mundo, principalmente nas superpotências, ou seja, os maiores causadores de poluição. Paralelamente, a natureza do território brasileiro é vítima do crescimento econômico nacional, pois, a criação de gado extensiva e a negligência de um desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal, criaram um cenário de insustentabilidade na nação.
Primordialmente, vale analisar os efeitos que a criação de gado na Amazônia causam na sociedade. O site de notícias UOL publicou na sua página que, em média, 65% da destruição da Amazônia advém da pecuária extensiva. Desse modo, percebe-se que a criação de gado afeta o país, pois, o avanço para territórios que eram intocáveis pelo ser humano nesse bioma, corrobora para uma visão social de desenvolvimento a qualquer custo, causando catástrofes ambientais em massa. Isso já era relatado pelo pensadores da industria cultural, vindos da Escola de Frankfurt, apresentando que a sociedade moderna visa apenas o lucro e banaliza os seus efeitos negativos.
Por conseguinte, a negligência de um desenvolvimento sustentável é notório na população brasileira. O filosofo Schopenhauer dizia que a “vontade” corrompe o homem, tornando-o infeliz, por essa razão deve ser controlada, porém, impossível de ser extinguida. Parafraseando o princípio de “vontade” de Schopenhauer, essa representa a ambição burguesa de ascensão econômica, concomitantemente, percebe-se que a contenção do desenvolvimento econômico é improvável, visto que o modelo do capitalismo é vigente no cenário mundial desde o fim da Guerra Fria, por isso, os esforços devem visar atingir um desenvolvimento econômico e sustentável.
É evidente, portanto, que há entraves para a solidificação de políticas que visem à construção de um país ambientalista. Logo, urge que o Governo Federal, por meio de intervenção estatal, proíba a criação de gado extensiva na região Amazônica e, simultaneamente, reduza taxas de impostos de maquinário agropecuário, com o intuito de mecanizar a pecuária, instigando os proprietários de gado estabelecerem um modo de criação intensiva, fazendo com que áreas devastadas se recuperem, dessa forma, concilia-se a tecnologia com o desenvolvimento sustentável no país. Somente assim, faz-se que a insustentabilidade não seja um tabu na sociedade brasileira moderna.