A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 07/10/2019
Ao longo do processo de consolidação do Estado brasileiro, o estágio colonial foi marcado por práticas econômicas predatórias que visaram satisfazer as necessidades metropolitanas, seja como mercado fornecedor ou consumidor forçado. Assim, entre estas atividades pode-se destacar o ciclo do pau-brasil, a mineração e a agricultura de exportação, que preponderaram nesse período e refletem até hoje aspectos da configuração socioeconômica nacional. Tendo em vista tais fatos, é notável que desde os primórdios o desenvolvimento da nação tem pilares em ações prejudicais ao meio ambiente, o que destoa da necessidade atual pela sustentabilidade. Logo, é evidente que tal problemática persiste enraizada na falta de comprometimento do poder público e desinteresse do setor privado.
Ademais, é possível ressaltar que a Revolução Industrial Inglesa do século XVIII foi essencial para o estabelecimento dos padrões de consumo e produção atuais. Desde o surgimento da atividade fabril, a necessidade por matéria prima cresceu em ritmo exponencial acompanhado pelo consumo da sociedade nascente. Desta maneira, a iniciativa privada se adaptou aos novos moldes e adota um pragmatismo que leva a extrair da natureza mais insumos do que ela pode fornecer ou repor. Logo, a postura das empresas e companhias conflui num modelo de desenvolvimento que preza pelo degradação qualitativa e quantitativa de florestas, solos, corpos hídricos e ar. Nesse contexto, a sustentabilidade surge como única alternativa para evitar o esgotamento dos recursos naturais.
Parafraseando Albert Schweitzer, o homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo. Partindo deste pressuposto, é indubitável que as justificativas de crescimento econômico dos representantes governamentais além de interesses corporativos impedem atitudes pró-ativas com a finalidade de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. Outrossim, inegavelmente tal método para fortalecimento do Estado é insustentável na hodierna conjuntura global, marcada pela crescente tomada de consciência da capacidade limitada do planeta em sustentar o impacto antrópico. Dessa forma, ações conjuntas e efetivas são essenciais para a manutenção socioambiental.
Tendo em vista os fatos supracitados, conclui-se que os entraves para o efetivamento do desenvolvimento sustentável perpetuam na imoralidade governamental e privada, logo, medidas são necessárias para saná-los. É imperativo que o Governo Federal através do Poder Legislativo, associado aos Ministérios da Economia e Meio Ambiente, implante um programa de reorientação econômica e preservação ambiental que vise um modelo de sustentabilidade em todas suas esferas, por meio do consumo consciente, práticas conservacionistas e de reaproveitamento, garantidos por campanhas midiáticas e fiscalização sobre empresas. Assim, o desenvolvimento sustentável será efetivado.