A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 18/10/2019
Diante da atual realidade política, ambiental e econômica do Brasil, a velha problemática entre desmata ou protege a Amazônia, ganha mais visibilidade, por conta das queimadas que incendiaram descontroladamente uma extensa área verde dessa região do nosso país. De fato, ainda é prática comum entre pequenos agricultores da regão utilizarem a técnica tradicional da “queima do solo”, com o objetivo de prepará-lo para o próximo plantio. Porém, o que vimos não foi uma simples preparação do solo, mas sim um grande estrago de nossas florestas, de nossa biodiversidade, que comprometerá o futuro das próximas gerações. Tal fato se deve a muitos fatores, entre eles, podemos citar a atual gestão governamental, que desde as campanhas presidenciais deixou bem claro sua pretensão em afrouxar as leis de proteção ambiental, diminuindo as multas ambientais à empresários na região, enfraquecendo a competência dos órgãos fiscalizadores, como a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO). Integrou o Ministério do Meio Ambiente ao Ministério da Agricultura, principal fomentador de políticas voltadas para a exploração da região Amazônica, aprovou a utilização de agrotóxicos prejudiciais a saúde, nocivos ao meio ambiente e já proibidos em outros países. O que contribuiu para madeireiros, fazendeiros, e garimpeiros utilizassem da “queima do solo” para aumentar suas extensões de terras, o que se configurou como crime ambiental. Portanto, acabar ou enfraquecer os órgãos fiscalizadores de proteção do meio ambiente não é a solução. Utilizar de maneira responsável e consciente os recursos naturais renováveis e esgotáveis exige do Estado incentivo e financiamento aos órgãos de pesquisa para criar e desenvolver estratégias alinhadas às políticas públicas que assista e oriente tantos os pequenos agricultores como os grandes empresários e população para que se possa encontrar o equilíbrio entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico.