A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 30/10/2019

Com a chegada oficial da colonização portuguesa no Brasil, houve intensa exploração natural desse território, legitimada pela crença de que a abundância dessa natureza representava sua infinidade. Nesse sentido, apesar de vários séculos decorridos, na hodiernidade brasileira ainda há uma negligência ao uso sustentável da fauna e flora nacional. Tal fato decorre, sobretudo, da ambição corporativa e da inoperância pública.

Em primeiro plano, é evidente que a atitude gananciosa das empresas é o principal fator para o imbróglio. Conforme, Han Jonas, filósofo alemão, as ações individuais devem ser guiadas a partir das consequências delas para a sociedade.Todavia, vê-se que essa ideia alemã não é incorporada pela maioria empresarial brasileira, uma vez que motivada pela máxima lucratividade capitalista, consoante o conceito marxista, usa de forma irresponsável a natureza sem considerar os impactos coletivos, visto, por exemplo, na destruição de 92 % da Mata Atlântica conforme o site G1. Destarte, é imperioso reverter esse quadro que afeta o patrimônio natural tupiniquim.

Ademais, percebe-se que a ineficácia pública também dificulta a sustentabilidade. Isso porque, embora a Carta Magna de 1988 determine que o Governo deve assegurar a preservação ambiental, visivelmente, isso não é concretizado, pois não há fiscalizações eficientes não só nas áreas de risco como também no cumprimento da lei, o que impede a penalização, como, por exemplo, no rompimento da barragem em Mariana em 2015, na qual a empresa Vale segundo o Data Folha ainda não pagou metade da multa. Dessarte, é intolerável que isso continue em um Estado comprometido com a proteção do meio ambiente.

Urge, portanto, a necessidade de ações que combatam o impasse brasileiro. O Ministério do Meio Ambiente deve garantir  a conservação ambiental, por meio da fiscalização efetiva nas áreas de risco, bem como no pagamento das multas empresariais com a contratação de mais funcionários e aumento de impostos para as corporações que ignorarem a penalização, a fim de que os crimes ambientais sejam diminuídos. Outrossim, é mister que o Estado incentive a sustentabilidade nas empresas, mediante subsídios para aquelas que adotarem isso. Para que, assim, a ação colonial seja superada no país.