A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 22/10/2019

Desde o começo da revolução industrial em meados do século XIX, o consumo de recursos naturais pela raça humana tem aumentado exponencialmente, de forma que hoje, pela primeira vez na história de nossa espécie, há uma real e perigosa possibilidade de que nossa prosperidade traga o fim da abundância que possibilitou-a em primeiro lugar. Diante desse cenário, é imperativo que compreendamos a situação brasileira de recursos naturais e de que maneira podemos explorá-los sem ameaçar as futuras gerações.

De início, porém, é necessário explicitar a diferença entre recursos naturais renováveis e não-renováveis, estes últimos sendo fontes de matéria-prima que, uma vez utilizados, se esgotarão, e os primeiros sendo fontes que podem ser exploradas indefinidamente, dados suficientes cuidados e precauções. Nosso país tem ambos em abundância e, no último século, tem extensivamente os explorado, de modo que atualmente podemos enxergar os perigos e potencial aguardando em nosso futuro.

No que se refere aos nossos recursos não-renováveis, o principal risco é a futura escassez de materiais caso a demanda e o consumo deles prossiga aumentando, uma ameaça que é acentuada por nossa intensa atividade exportadora, nas últimas décadas, de commodities, produtos com baixo valor agregado e preços uniformes. Quanto aos nossos recursos renováveis, destaca-se o aproveitamento da energia hídrica que já alcançamos, assim como a restante possibilidade de desenvolvermos o uso da energia solar e eólica graças a nossa extensão territorial e território litorâneo.

Portanto, evidencia-se que a busca do desenvolvimento sustentável é uma crítica e promissora empreitada. Para a realização do supracitado potencial e a circumvenção dos referidos riscos, o estado deve estender grandes subsídios aos setores privados de energia eólica, solar e de reciclagem, respectivamente, e criar incentivos fiscais para companhias que primariamente utilizem matéria-prima de origem reciclada. Essa iniciativa inseriria, com o passar dos anos, a reciclagem na cultura nacional e empresarial, reduzindo a probabilidade de que soframos com futuras escassezes. O investimento na energia verde, por sua vez, promete auxiliar no desenvolvimento e aumento da eficiência de produção do setor, de forma que ele eventualmente alcance a produção sustentável e lucrativa de energia, tal como o atual setor hídrico.