A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 24/10/2019
O relatório Brundtland , nomeado ‘‘Nosso futuro comum’’, foi produzido a fim de instituir um modelo global de produção, tendo em vista a emergente preocupação a respeito dos impactos ocasionados pela ação antrópica na natureza. Surgiu, pois, o conceito de sustentabilidade, o qual prioriza tanto a economia quando o meio ambiente. No entanto, apesar de sua inegável importância, o Brasil ainda enfrenta percalços na garantia de um desenvolvimento ecologicamente consciente. Nesse sentido, urge a análise da principal causa e da subsequente consequência dessa problemática.
A priori, respaldam-se prática predatórias em nome de um discurso de progresso socioeconômico. Por certo, a Revolução Verde, conjunto de inovações tecnológicas introduzidas no campo, intensificou a produção agrícola. No Brasil isso culminou na consolidação da agropecuária, tendo levado à criação da ‘‘bancada ruralista’’, um frente parlamentar composta por proprietários rurais. E, devido a força dessa liderança, seus interesses são priorizados , os quais ignoram os impactos na natureza, como exemplo, o desmatamento para criação de áreas de pasto e plantio. Tais ações vão em contrapartida á ética ambiental defendida pelo filósofo Peter Singer, na qual as condutas devem ser tomadas, de forma a beneficiarem todos os seres e os ecossistemas. Contudo, o que observa-se é a manutenção dos interesses do agronegócio, majoritariamente, ofensivos ao meio ambiente.
Como resultado, corrobora-se caminhos para uma má qualidade de vida. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, 80% do desmatamento da Amazônia advém da pecuária, realidade comprometedora dos recursos hídricos. Isso porque, essa floresta é a fonte do maior rio voador do mundo, responsável pela formação de chuvas por todo território nacional. Logo, a destruição dessa mata acarreta em uma baixa na captação de água pelos reservatórios, a provável escassez na disponibilidade à população. Em adicional, a agropecuária também é uma grande responsável pela emissão de gases efeitos estufa (GEEs), os quais, frequentemente, geram problemas respiratórios, como asma e rinite alérgica. Dessa maneira, infere-se que o bem-estar da sociedade é ameaçado por práticas não sustentáveis.
Portanto, é necessária a alteração da prevalência desse quadro de despreocupação ecológica. Cabe ao Ministério do Meio ambiente_visto sua responsabilidade em controlar as políticas públicas nessa área_ apoiar pesquisas universitárias de redução dos efeitos do agronegócio, por meio do aumento de verbas dirigidas a essas. Visa-se, por conseguinte, minimizar os impactos desse importante pilar econômico. Ademais, ONGs devem apoiar lideranças políticas ligadas à preservação ambiental. Somente assim, existirá um brilhante futuro comum.