A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 25/03/2020

A Conferência de Estocolmo, idealizada em 1972, foi a primeira reunião internacional com o objetivo de abordar as questões ecológicas do mundo. Consequentemente, diversas organizações de cooperação ambiental foram criadas, bem como muitas metas foram alcançadas em escala global. No entanto, no Brasil, o desenvolvimento sustentável ainda é escasso na prática, ora pela negligência governamental, ora pela predominância da lógica de acumulação capitalista no âmbito empresarial, o que torna mister expor e viabilizar medidas para mitigá-las.

Em primeiro plano, é imperativo pontuar que a inércia de atuação do Poder Público agrava os crimes ambientais no Brasil contemporâneo. Isso se dá pela falta de uma eficiente fiscalização das políticas ambientais vigentes pelos órgãos públicos. Um exemplo disso se deu no ano de 2019, em que o número de desastres ecológicos no país teve um aumento considerável devido a medidas de austeridade do governo, a saber, o corte de verbas destinadas aos organismos de proteção ao meio natural. Dessa forma, é nítida a importância de uma presença mais efetiva do Estado na promoção de medidas voltadas para a sustentabilidade.

Outrossim, é lícito postular que a mentalidade capitalista empresarial dificulta a difusão de valores sustentáveis , em metodologias práticas. Sob esse viés, percebe-se que são poucas as empresas que aderem a sustentabilidade como princípio organizacional, além de muitas burlarem as leis ambientalistas em vigor. Por consequência, biomas como Amazônia e Cerrado são encarados como fronteiras agrícolas prontas para serem desmatadas, em vez de serem vistos como portadores das maiores biodiversidades. Logo, é substancial que a legislação ambiental não funcione somente no aparato teórico, mas também, na prática, o que requer mudanças estruturais e comportamentais.

Em síntese, urge que ações do Poder Público e da sociedade sejam efetuadas mitigar esse panorama,  a fim de difundir os valores sustentáveis. Portanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas governamentais, implementar uma disciplina específica voltada para a educação ambiental nas escolas, a partir de aulas, debates e palestras educativas, ministrados por pedagogos e profissionais da ecologia, visando promover uma consciência socioambiental desde cedo na população brasileira. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente, mediante parcerias com Organizações Não Governamentais (ONGs), deve fiscalizar com maior rigor os crimes e políticas destrutivas praticadas por empresas, de maneira que as ONGs serão responsáveis por denunciar os casos aos órgãos públicos, para que as companhias de mercado não burlem as leis vigentes e haja uma maior responsabilidade empresarial. Assim, será possível ampliar a importância do desenvolvimento sustentável no Brasil.