A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 24/05/2020
“Por que não salvamos o planeta enquanto tínhamos tempo?”. A frase do documentário " A Era da Estupidez", de Franny Armstrong, reflete o ano hipotético de 2055, quando a terra está assolada de catástrofes naturais, oriundas de alterações climáticas. Ao se focar no momento atual, o alerta do documentário se alinha ao Brasil, onde o comprometimento com o desenvolvimento sustentável, que caminha ao lado do desmatamento-eis o prenúncio de caos. Ora, uma problemática que atesta o grau de negligência em curso na sociedade.
Na proa dessa reflexão reside a leniência do Estado para com as agressões a biodiversidade. Na ótica de Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Partindo desse viés, quando imagens de tráfico de animais, recrudescimento do desmatamento e, por tabela, a extinção de animais e plantas nativas se tornam comuns, é indicativo para se exigir uma ação mais urgente dos gestores públicos, uma vez que a “parte ignorada” em prol de discursos econômicos, literalmente, constitui mais significativa para permanência da vida como um todo. Nesse sentido, efetivar uma política ambiental é fulcral para estancar a sangria no seio da Floresta.
Por sua vez, o comportamento apático da coletividade se constitui como outro agravante para essa problemática. Em meados de 2018, a jovem Greta Thunberg pregava indignação com as autoridades, reivindicando um olhar mais atento a causa ambiental. De forma adversa, a sociedade brasileira ainda não se motiva a lutar por maior respeito a natureza, um “modus operandi” da intensa omissão e só amplifica mais crimes e, por extensão, impunidade. Logo, se o olhar coletivo é míope, o verso “Minha terra tem palmeiras onde canta o Sabiá”, é só um fragmento da literatura do romantismo.
Infere-se, portanto, que essa assertiva demanda dois vetores. Assim, cabe ao primeiro intensificar a atuação de órgãos de enfrentamento como o Ibama, investir na estrutura e ampliação de mais agentes em locais distantes, onda não há proteção aos nativos e às terras de preservação, ademais, a sociedade deve amplificar a tarefa de discussão acerca dessa temática, por meio de documentários, filmes, entrevistas com Biólogos e Ongs inseridos na causa ambiental, com o intuito de fomentar a consciência coletiva, sob pena de se assistir que Era da Estupidez não tão somente uma obra de ficção.