A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 05/06/2020
A teoria contratualista de Rousseau metaforiza a concessão das liberdades humanas ao Estado que, em troca, seria responsável pelo garantia dos direitos. Apesar de ideológico, tal acordo perde a reciprocidade quando milhões de pessoas se utilizam da suas liberdades para agredir o meio ambiente. Nessa égide, a contemporaneidade enfrenta sérios entraves para desenvolver a sustentabilidade, seja por negligência das escolas, seja pelo descaso do Governo. Por esses motivos, subterfúgios devem ser encontrados para transpor essa infeliz problemática.
Torna-se imprescindível analisar, precipuamente,que as escolas deveriam ser responsáveis pela educação ecológica desde a infância. Contudo, essas instituições transferem a responsabilidade do ensino sustentável aos pais, que, por sua vez, transferem às escolas, fechando um ciclo inerte. Nessa perspectiva, os indivíduos crescem com o pensamento de que os recursos naturais são infinitos e, por esse motivo, podem utilizá-los de maneira desenfreada sem haver a reposição. Nesse diapasão, Consoante ao co-fundador da Greenpeace, Paul Watson, inteligência é a capacidade de o ser humano se manter em harmonia com o meio ambiente. Em contrapartida, o que se vê nos dias hodiernos é o desgaste da flora e fauna, mediante às ações impensadas dos cidadãos. Nesse óbice, mudar essa realidade se torna um fator obrigatório e não um fato opcional.
Faz-se mister ressaltar, ainda, que o investimento governamental em políticas de proteção ao meio ambiente é exíguo. Sob tal ótica, a verba que deveria ser destinada a projetos de reflorestamento ou proibição às queimadas é desviado para satisfazer os anseios da elite. Destarte, a natureza se encontra a mercê das ações antrópicas, as quais trazem vários impactos desastrosos e corroboram o descaso para com a biosfera. Nessa conjectura, parafraseando Francis Bacon, é preciso criar oportunidades e não somente transformá-las. Nesse cenário, percebe-se a ineficiência do governo em engendrar oportunidades que viabilizem o desenvolvimento sustentável. Logo, enquanto não houver uma mudança, o País nunca atingirá o progresso.
Sob o olhar físico de Isaac Newton, um corpo só é capaz de sair da inércia se uma força lhe for aplicada. Urge, portanto, que o Ministério da Educação, invista no desenvolvimento sustentável, por meio da inserção do estudo ambiental como matéria obrigatória no currículo escolar, incentivando os indivíduos a estudar sobre o assunto, com o fito de formar cidadãos que se importem com a natureza. Outrossim, é necessário que o Poder Público destine a verba necessária para a proteção ambiental, por meio da política do reflorestamento e contratação de fiscais que fiscalizem se o capital está sendo utilizado de maneira adequada. Assim, a teoria contratualista de Rousseau atingirá a reciprocidade.