A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 17/06/2020
Para a Organização das Nações Unidas, o desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades. Além disso, a organização recomenda que a sociedade evite o esgotamento dos recursos naturais e busque a diminuição da fome e da pobreza, que são causa e consequência de desequilíbrio ambiental, junto a altos padrões de consumo. Entretanto, quando se observa a realidade brasileira, fica evidente que o atual modelo de urbanização do país é insustentável e não segue essas recomendações. Logo, faz-se fulcral entender como a cultura de consumo dos brasileiros e a poluição atmosférica nas grandes metrópoles acarretam prejuízos para o meio ambiente.
Nesse contexto, que é inegável que a cultura do consumo promove impactos ambientais preocupantes. Assim, a demanda constante por novos bens de consumo implica aumento contínuo da produção industrial, associada à emissão excessiva de gases poluentes na atmosfera. Esse comportamento marcado falta de preocupação generalizada com a produção de gases poluentes é exemplificada pelo filme infantil “Lorax”, que se passa em uma cidade onde as árvores são feitas de plástico, e o ar puro é comercializado em galões. Apesar de a situação ser absurda e hipotética, ela alerta a população sobre as consequências do consumo irresponsável, de modo que a prevenção de tais problemas perpassa necessariamente uma redução do consumo na sociedade.
Outrossim, é relevante mencionar a obra cinematográfica “Interestelar”, a qual apresenta um cenário distópico em que a péssima qualidade do ar provoca sérias complicações respiratórias em boa parte dos seres humanos, fazendo com que as personagens busquem outro planeta habitável. Apesar de ser ficção, o filme assemelha-se à realidade, pois a evidente emissão de gás carbônico nas grandes metrópoles é responsável pela morte de 8 milhões de pessoas por ano devido a doenças respiratórias, segundo a ONU. Tal realidade tem como causa a grande quantidade de veículos que utiliza combustíveis fósseis para locomover-se nas cidades. Assim, nota-se que, diferentemente da ficção científica, na prática a solução do problema deve ser menos fantasiosa e mais preocupada com o planeta Terra.
Portanto, é dever do Ministério do Meio Ambiente — órgão governamental responsável pela política nacional do meio ambiente — criar políticas públicas relacionadas à mobilidade urbana, que serão efetivadas mediante o uso de parte do PIB do país, com o fito de diminuir a superlotação do transporte público, o trânsito cruel das metrópoles e a poluição atmosférica. Ademais, o Ministério da Educação deve criar uma disciplina voltada para a educação financeira e para o consumo consciente.