A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 16/07/2020
Embora o Brasil tenha sido palco de dois importantíssimos eventos de sustentabilidade-Eco 92 e Rio+20-que objetivavam aliar economia à sustentabilidade, com a exploração racional dos recursos naturais, o país não aprendeu com os postulados deles. Isto é, em 2020, quase uma década após a ocorrência do último evento, o país ainda enfrenta entraves com o desmatamento ilegal, contaminação de lençóis freáticos e atmosfera.
Em primeiro plano, consoante ao filósofo utilitarista Hans Jonas, é fato que é necessário haver planejamento para explorar os recursos naturais de modo que não haja comprometimento na disponibilidade deles no futuro. No entanto, o Brasil segue caminho oposto a essa lógica, dada a existência de uma bancada ruralista no congresso que contribui para o desmatamento gradativo do cerrado-este por sua vez, já perdeu mais de cinquenta porcento da sua biodiversidade para a produção da soja. Assim, contrariando a teoria de Hans, o país caminha em direção ao esgotamento de seus recursos e a não garantia de sobrevivência futura no local.
Em segundo plano, na medida em que se compara o Estado com a ilha de utopia de Tomas Morus, conclui-se um paralelo de distopia. Haja vista que o cenário idealizado por Morus é um lugar de bom funcionamento, onde o meio ambiente é preservado e a sociedade é consciente. Por conseguinte, o que se observa no Brasil fere totalmente os princípios sustentáveis da ilha, como o desmatamento ilegal da amazônia que alimenta as ferozes indústrias madeireiras e mineradoras. Além disso, há a ameaça as comunidades indígenas, que vêem seus rios sendo contaminados por rejeitos de minérios, sua vegetação desaparecendo aos poucos e a incerteza da reprodução de seus costumes as próximas gerações.
Portanto, a fim de se aliar sustentabilidade ao desenvolvimento econômico, urge ação estatal. Diante disso, cabe ao Congresso Nacional promover mais investimentos nas escolas-mediante uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias- as quais realizarão palestras e debates com os alunos. Ministradas pela comunidade científica e grupos ligados ao meio ambiente, com o intuito formar consumidores conscientes, que saibam a importância de não comprar produtos originários da exploração ilegal da natureza. Assim, sem um mercado consumidor, essas indústrias transgressoras gradativamente deixarão de ameaçar a fauna e flora do país.