A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 10/08/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade/governo no que concerne à questão da importância do desenvolvimento sustentável. Dessa forma, observa-se que a sustentabilidade ambiental reflete um cenário desafiador, seja em virtude da utilização de processos industriais que impulsionam ainda mais o consumismo, gerando ainda mais resíduos e utilizando ainda mais matéria prima, seja pela difícil conciliação entre avanço econômico e preservação ambiental.

A priori, a utilização de técnicas de produção que impulsionam o consumismo vão de encontro a um direito previsto pela Constituição. Segundo o artigo 255 da Constituição de 1988, todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Entretanto, ao utilizar-se dessas técnicas, a economia é priorizada e o desenvolvimento sustentável é menosprezado, visto que, por exemplo, a obsolescência programada consiste em fazer com que os produtos tornem-se obsoletos muito antes do esperado, fazendo com que o consumidor compre novos produtos e, assim, mais matéria prima seja utilizada desnecessariamente, desequilibrando o meio ambiente. Isso demonstra, portanto, a contradição entre ter como direito coletivo o meio ambiente equilibrado e permitir técnicas que agridem o mesmo.

Além disso, outro aspecto a ser abordado é a conflitante combinação entre crescimento econômico e preservação ambiental. Por exemplo, a Amazônia é uma grande questão brasileira: é evidente a necessidade de preserva-la, mas é inegável o seu importante papel no desenvolvimento do país. Dessa forma, encontra-se um enorme desafio em planejar uma exploração racional do local, garantindo suas riquezas naturais e oferecendo melhores condições de vida aos moradores e aos demais brasileiros. De acordo com dados fornecidos pelo IBGE, entre 2004 e 2011, a quantidade de emissão de gás carbônico foi reduzida em 84,4%, fruto da diminuição do desmatando da Amazônia. Assim, os dados mostram que, apesar da dificuldade, é possível associar crescimento econômico e preservação ambiental, impulsionando o desenvolvimento sustentável.

Portanto, o conflito entre crescimento econômico e preservação ambiental representa uma ameaça concreta não apenas aos indivíduos diretamente envolvidos, como a todos os cidadãos que, indiretamente, também figuram como vítimas de seu legado. Nesse sentido, o Poder Legislativo deve reformular as leis que regulamentam a preservação de áreas ambientais e as rurais, por meio da criação de um novo Código Florestal. Espera-se, com isso, que ocorra a diminuição da ilegalidade de produtores rurais e, ainda, que o novo Código seja efetivamente fiscalizado pelo Poder Judiciário, para que mais um passo rumo ao desenvolvimento sustentável seja dado pelo Brasil.