A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Segundo uma das hipóteses mais aceitas sobre a Ilha de Páscoa, afirma-se que a população local teria se autodestruído por meio da devastação dos recursos naturais. Infelizmente, no Brasil, a falta de consciência ecológica tem perpetuado desde a colonização até os dias de hoje. Assim, torna-se indispensável reconhecer os fatores históricos e econômicos que dificultam a conscientização a respeito da necessidade da adoção de métodos que possibilitem um desenvolvimento sustentável no país.
Dessa forma, vale ressaltar o capitalismo como um dos entraves ao alcance de um modelo ecologicamente correto. A atual lógica Toyotista -que visa a massificação e o lucro- fomenta o consumo desenfreado e colabora para a alienação da população no que tange ao meio ambiente. Assim, conceitos como o do filósofo alemão, Schopenhauer, tornam-se ainda mais visíveis em uma sociedade com vontades insaciáveis, o que resulta na devastação da natureza e na intensa produção de lixo vigente.
Ademais, vale ressaltar que a falta de consciência ecológica é uma herança colonial que se mantém até os dias atuais. Inicialmente, marcada pelo desmatamento da Mata Atlântica e, em 2019, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, pelos 30 mil focos de incêndio na Floresta Amazônica, reconhecida mundialmente por sua intensa biodiversidade. Dessa forma, observa-se que o Brasil -país latifundiário e extrativista- permanece colocando em risco a imensa diversidade da fauna e flora local em prol do desenvolvimento econômico.
Portanto, urge que os Ministérios da Educação e Comunicação atuem na formação de uma consciência ecológica crítica que fomente o desenvolvimento sustentável no país. Dessarte, faz-se necessário que especialistas disponham de rádios, televisão e feiras em escolas nos quais possam informar a respeito da importância das riquezas naturais brasileiras e da necessidade de preservá-las. Assim, com cidadãos conscientes que pressionem o governo na busca por mudanças, casos como o da Ilha de Páscoa se tornarão apenas lições em vez de possibilidades.