A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 10/08/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico “O triste fim de Policarpo Quaresma”, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o desenvolvimento sustentável brasileiro torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela omissão governamental, seja pela desvalorização da educação ambiental, o problema permanece afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é preciso atentar que uma das causas que corrobora para o problema é a omissão governamental para com situações que prejudicam a sustentabilidade do país. Segundo dados divulgados pelo site “O Documento”, as desigualdades socioeconômicas são as principais barreiras para que o Brasil possa cumprir os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Sob esse viés, infere-se que as desigualdades socioeconômicas provocadas principalmente por uma má distribuição de renda, esta feita e influenciada pelas instituições de governo, afetam diretamente no cumprimento das metas estabelecidas pela ONU (Organização Das Nações Unidas), diminuindo a  importância deste movimento. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Ademais, também é importante ressaltar que a desvalorização da educação ambiental interfere consideravelmente na disseminação e  culturalização do quão importante é o avanço sustentável para o mundo. O filósofo e estudioso Pitágoras defendia a seguinte afirmação “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens” . Com base nessa máxima, conclui-se que uma educação pluralizada a cerca da importância que o desenvolvimento sustentável para a nação é de suma importância, entretanto, esta não é a realidade brasileira, uma vez que a educação não ensina de forma completa e pluralizada acerca da relevância deste tema, desobedecendo assim  a máxima de Pitágoras dando origem a um problema de dimensões notáveis.

Destarte, depreende-se que é indispensável à adoção de medidas capazes de assegurar a resolução desta problemática. Portanto, cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Educação e cultura (MEC), a criação e aplicação de métodos de aprendizagem pluralizados e culturalizados sobre a importância do desenvolvimento sustentável, por intermédio de aulas colaborativas, palestras com especialistas do ramo ambiental, além de atividades voltadas especialmente para o tema, como redações, pesquisas, entre outras, para que assim sejam educados cidadãos críticos e conscientes, que sejam capaz de julgar suas ações para com o meio ambiente. Somente dessa forma, o Brasil alcançará o ideal nacionalista tão almejado por Policarpo Quaresma.