A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 12/08/2020

Em 1987, foi publicado o Relatório Brundtland, que tinha como tema “nosso futuro comum” e foi o primeiro a conceber a ideia de desenvolvimento sustentável para garantir os recursos naturais das gerações futuras. No entanto, é inegável que tal nível desenvolvimentista ainda não foi alcançado visto o rápido esgotamento dos recursos naturais pelo capitalismo desenfreado e as grandes quantidades de carbono liberadas na atmosfera sem consciência. Sendo assim, é imperante observar a importância de adotar esse desenvolvimento, sob um olhar crítico, propondo medidas a fim de solucionar esse problema.

Primeiramente, é válido falar que o consumismo e a exploração em massa dos recursos vêm comprometendo a capacidade do planeta de se regenerar. Sobre isso, cabe citar o Dia da Sobrecarga da Terra em 2019, em que os habitantes do planeta estavam consumindo mais recursos do que ela consegue produzir. Um fato preocupante é que, segundo projeções da ONU, de acordo com o aumento da população e do consumo, há estimativas de que em 2030 serão necessários 2 planetas Terras para responder ao nível de demanda de utilização de recursos naturais, se continuarmos nesse ritmo. Assim, haja vista a situação do Brasil, que já desmatou 20% da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, segundo o Ministério do Meio Ambiente, é mister a adoção do desenvolvimento sustentável no país.

Ademais, também é importante frisar o enorme número de dióxido de carbono lançado na Terra em favor do capitalismo e das indústrias, que agrava o aquecimento global. Nesse contexto, observa-se que a negligência governamental está consoante com tal realidade, visto que a ganância sob o desenvolvimento econômico é maior que a preocupação com o meio ambiente. Isso pode ser observado se levado em consideração o Protocolo de Kyoto, em que as potências mundiais deveriam reduzir as emissões de gases poluentes, e os dois maiores poluidores, EUA e Rússia, não assinaram. Paralelo a isso, é possível refletir sobre um dado alarmante, segundo o Sistema de Estimativa de Emissões de GEE, que o Brasil emitiu 1,9 gigatonelada de carbono em 2018 o que coloca o país como o sétimo maior emissor do mundo.

À luz desses fatos, portanto, é incontestável a importância do desenvolvimento sustentável no Brasil para reduzir impactos econômicos negativos, sendo fundamental implantar medidas para resolver essa problemática. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve, em conjunto do o Ministério da Educação, fazer uma alteração na grade escolar, com a obrigação da educação ambiental para que os jovens já cresçam conscientes de suas ações. Além disso, a ONU deve impor alta multa monetária aos países que não diminuírem suas emissões de carbono imediatamente. Espera-se, então, que a consciência ambiental mude o mundo e reduza as mudanças climáticas e a poluição da atmosfera, visando a perpetuação de um ambiente mais seguro, usando o necessário e da melhor maneira possível, para garantir um bom futuro.