A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 10/08/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão do desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude dos resultados negativos da fauna e flora e a exploração do ecossistema.

Sob esse viés, pode-se apontar como empecilho à consolidação de uma solução ao resgate da fauna e flora, exaltando os seus benefícios para um grande avanço sustentável. O Brasil é o segundo país com a maior cobertura vegetal do mundo, ficando atrás apenas da Rússia, porém, a Mata Atlântica perdeu aproximadamente 93% da sua cobertura vegetal, restando apenas 7%. Conforme Pierre Bourdie, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, levando em consideração o grande índice de extinção da Mata Atlântica, é indispensável a discussão para a sua manutenção.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a exploração do ecossistema. Sob essa lógica, o imperativo categórico, de Kant, preconiza que o indivíduo deve agir apenas segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal. No entanto, no que tange à questão do aproveitamento há uma lacuna no dever moral quanto ao exercício da denúncia. De acordo com o Greenpeace, hoje utiliza-se 1,5 vezes mais recursos do que a natureza pode oferecer.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da mídia - grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião - promover uma reflexão mundial, por meio de novelas, documentários e reportagens, os quais retratem de maneira fidedigna, a seriedade do desenvolvimento sustentável, com o intuito de reduzir os estereótipos e o silêncio em relação ao assunto. Logo, o MEC deve desenvolver palestras em escolas, de forma inclusiva a todos os públicos, mostrando entrevistas de especialistas no assunto, tais palestras devem promover e ter como objetivo mais solidez sobre o assunto em debate. Portanto, é necessário a junção da mídia com o MEC para amenizar essa problemática, pois já dizia Hanna Arendt: ‘‘A pluralidade é a lei da Terra’’.