A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 10/08/2020
No filme Interestelar, astronautas recebem a missão de procurar por novos planetas que sejam habitáveis para receber a população da Terra, visto que, no filme, esta se encontra em uma situação de colapso devido à falta de cuidados quanto à preservação da sustentabilidade. Fora da ficção, a situação do planeta não é tão catastrófica, mas seja pela irresponsabilidade estatal ou pela falta de consciência da população, atitudes de destruição desenfreada do meio ambiente podem fazer com que a realidade se torne semelhante ao filme.
A princípio, é válido ressaltar que, de acordo com um relatório sobre o meio ambiente da Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 1 milhão de espécies corre risco de extinção se forem mantidas práticas de degradação da natureza. Parte dessas ações acontecem pela omissão estatal. Enquanto em outros países a agricultura orgânica é cada vez mais incentivada, no Brasil, mais de 100 agrotóxicos, muitos deles proibidos em países desenvolvidos e com alto potencial destrutivo, foram aprovados para o uso no país. Como se não bastasse, os índices de desmatamento na Amazônia aumentaram 25% em um ano, enquanto o governo incentiva cada vez mais o desmatamento ao propor medidas para a regularização fundiária de terras desmatadas anteriormente.
Paralelamente a isso, a falta de consciência da população também contribui para a destruição do planeta. Em muitas cidades, percebe-se há anos a construção de moradias em áreas de risco ou de mata ciliar, ainda como o despejo de esgoto e dejetos ao ar livre, que contaminam solo e água. Além disso, o consumo desenfreado de bens materiais tem ocasionado uma produção de cerca de 80 milhões de toneladas de lixo, sendo que apenas 3% desse volume são reciclados. Atitudes como essas se tornam um ciclo vicioso, uma vez que a população perpetua essas ações por diferentes gerações, se tornando algo socialmente aceito e comumente praticado sem levar em consideração a preservação da natureza.
Torna-se, portanto, evidente, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Cabe ao Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente, articular medidas que levem em conta os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, para o endurecimento de penas de crimes de degradação ambiental, assim como a proibição e o desestímulo ao uso de agrotóxicos. Ademais, cabe ainda ao estado promover em conjunto com o Ministério da Educação práticas educacionais que promovam a consciência ambiental inclusiva em crianças e adolescentes em idade escolar, reafirmando a importância da preservação da natureza e estimulando práticas como a redução, reutilização e reciclagem. Somente assim, a problemática poderá ser solucionada.