A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao desenvolvimento pleno e ao bem-estar social. Entretanto, o descaso com a sustentabilidade impossibilita que as futuras gerações brasileiras possam desfrutar de seus direitos na prática. Isso ocorre, principalmente, devido ao consumismo e a negligência governamental - cenário que exige mudança.
A priori, vale ressaltar como o consumo excessivo interfere no equilíbrio estabelecido do planeta, uma vez que demanda uma exploração desnecessária de recursos. Segundo o estudo do ecologista Stephen Pacala, 500 milhões de pessoas da elite emitem 50% do gás carbônico, enquanto três bilhões de habitantes de baixa renda são responsáveis por apenas 6%. Tais números mostram que o consumo exorbitante de uma pequena parcela da população é o principal agravante do problema em questão. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Ademais, tal problemática é diretamente estimulada pelo desleixo vindo do governo. É válido destacar que entre janeiro e maio de 2019, o número de multas aplicadas pelo Ibama por desmatamento ilegal foi o mais baixo em 11 anos (queda de 34%). Além disso, no mesmo ano, a fiscalização começou a reprimir o desmatamento ilegal nas terras indígenas e unidades de conservação, assim, facilitando que causem danos às áreas naturais. Infere-se, portanto, que são necessárias medidas para reverter essa situação. Para isso, o Governo Federal - responsável por garantir os Direitos Humanos - deve criar projetos que fiscalizem ações insustentáveis. Por meio de visitas frequentes à áreas ambientais e multas, caso haja tal ato, visando que as futuras gerações tenham acesso aos recursos naturais. Sendo assim, poder-se-á aproximar-se da Declaração Universal dos Direitos Humanos e, por conseguinte, salvaguardar direitos igualitários.