A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 10/08/2020
Entre meados do século XVI e do século XVIII, o Brasil produzia um dos produtos que mais trouxe riquezas ao país durante o período colonial: a cana-de-açúcar. No entanto, durante o processo de plantio, extração e produção do açúcar, dezenas de quilômetros quadrados de vegetação nativa da região eram dizimados para que, então, se construíssem os engenhos de açúcar, e para que houvesse um solo apto para o plantio da cana. Todo esse aparato utilizado na época, fez com que o país se tornasse referência na produção do açúcar. Entretanto, todo o desenvolvimento galgado pela nação, trouxera graves consequências à fauna e à flora da região. Analogamente, hoje o Brasil se encontra em posição de “país emergente” no globo, o que pressupõe a busca pelo desenvolvimento econômico, social e científico, semelhantes ao de países já desenvolvidos. Dessa forma, faz-se necessário a implementação de um desenvolvimento sustentável, para que as gerações futuras sejam capazes de usufruir, da melhor maneira, dos avanços atingidos pela nação brasileira.
Primeiramente, é importante destacar o fato do Brasil estar no caminho para se tornar uma nação desenvolvida, pois essa questão aponta claramente para a importância de se considerar a maneira pela qual esse avanço, no que tange a economia e a qualidade de vida da população, se dará. É indubitável que a sustentabilidade, inserida no desenvolvimento do país, é a direção mais sensata a se tomar, visto que, segundo a revista “Exame” de 2015, “o desenvolvimento sustentável é justamente levar em conta questões sociais e ambientais junto com a necessidade de crescimento econômico”.
Ademais, é evidente que medida adotada, atualmente, por dezenas de países, dentre eles o Brasil, a qual, notoriamente, está desprovida de qualquer preocupação com a natureza em que vivemos, e da qual fazemos parte, por mais pareça lucrativo, por não apresentar maiores investimentos direcionados às fontes de energias alternativas e a utilização de recursos renováveis, trará enormes consequências às gerações futuras, visto que, grande parte dos recursos utilizados nesse processo não sustentável, são finitos, ou seja, são matérias que a natureza não é capaz de repor em um curto período de tempo, acompanhado a demanda da extração e produção de bens, que vigora atualmente.
Portanto, em vista dos fatos mencionados, é imprescindível que o Ministério do Meio Ambiente envide esforços que busquem promover o desenvolvimento sustentável no país, através de incentivo fiscal às empresas, tanto estatais, quanto privadas, no que tange a extração de recursos naturais, incentivando-as a replantarem, em regiões delimitadas pelo Governo, mudas de arvores nativas, respectivas àquelas desmatadas, evitando assim a extinção de espécies dependentes de tais vegetações, e promovendo um ambiente de sustentabilidade no país.