A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 11/08/2020
Os ideais iluministas do século XVIII teve, entre outras consequências, a Primeira Revolução Industrial, que trouxe riquezas para o homem, mas também o desafio de ser sustentável. Desperdícios na produção e no consumo, além da poluição atmosférica põe em xeque o atual modelo capitalista, que precisa se reinventar para garantir um futuro mais saudável.
Em primeiro lugar, é importante observar o desperdício dos alimentos no transporte do campo para a cidade. De acordo com a Embrapa, metade da produção é perdida no trajeto e outra parte é jogada no lixo por estar estragada. Com o intuito de modificar esse panorama, a Universidade da Colúmbia, nos EUA, criou as “fazendas verticais”, que são prédios de até 30 andares específicos para plantações já em uso também na Holanda e Canadá, que são construídos dentro dos grandes centros urbanos, minimizando as percas no transporte e no desmatamento, utilizando água reciclada para irrigação e energia proveniente de fontes renováveis.
Outro desafio para a sustentabilidade é o lançamento de gases nocivos na atmosfera pelos veículos particulares. Engarrafamentos aumentam diariamente, intensificando as ilhas de calor, o que ocasiona doenças respiratórias e insolação. Em Londres, por exemplo, desde 2003 foi criado o pedágio urbano, onde os motoristas são taxados por um circuito de câmeras toda vez que circulam pelo centro da cidade. A diminuição do tráfego de carros particulares diminuiu cerca de 20%, enquanto o uso de metrô, ônibus e trens aumentou 60%, diminuindo, assim, a quantidade de gases emitidos na atmosfera.
Vemos, portanto, que o desperdício de alimentos e a poluição são barreiras que precisam ser vencidas para que as futuras gerações herdem um planeta saudável. Assim sendo, é de suma importância que as empresas privadas, por meio de subsídios dos Governos Estaduais e Federal, construam as fazendas verticais nos grandes centros urbanos para acabar com o desperdício de alimentos. Para além disso, os Governos devem investir nos transportes públicos, no aumento da frota de ônibus a curto prazo e de trens e metrôs a médio e longo prazo devido sua pouca capilaridade, para então instituir o pedágio urbano, assim como em Londres, para diminuir gradativamente o uso de carros particulares e consequentemente a poluição