A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 31/08/2020
No animação americana Wall-e, após destruir a Terra com lixo e poluir a atmosfera com gases tóxicos, a humanidade deixou o planeta e passou a viver em uma gigantesca nave. Fora da ficção, na atualidade, com a degradação massiva do meio ambiente, fica evidente que o desenvolvimento sustentável precisa ser posto em prática com urgência. Logo, tal fatalidade advém da negligência estatal que, consequentemente, gera impactos econômicos e na biodiversidade.
A princípio, a falta de medidas públicas eficazes que viabilizem avanços sustentáveis, auxiliam para que não tenha a preservação da natureza. Sob esse viés, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Especiais, no ano de 2019, o desmatamento na Amazônia aumentou 222% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nessas perspectivas, apesar de se ter leis que garantem a proteção das florestas, a carência de fiscalização - ocorrida pela falta de investimentos ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, são fatores que contribuem para que o imbróglio ocorra com regularidade.
Outrossim, o desflorestamento desenfreado reflete negativamente na vida da população local. Segundo um estudo publicado pela Universidade de São Paulo, em 2018, a desarborização na Amazônia pode acarretar em escassez da água e secas mais drásticas, dificultando a produção agrícola e causando outros problemas, como assoreamento dos rios e inundações. Diante disso, populações tradicionais que vivem e obtém recursos diretos do meio ambiente para sobrevivência, tem sua qualidade de vida reduzida, gerando impactos na economia e na continuidade da fauna e flora das florestas.
Diante dos argumentos supracitados, faz-se mister que algo precisa ser feito para sanar a questão. Sendo assim, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, por meio de verbas da União, direcione uma maior quantia monetária ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, para que se tenha um maior incentivo para a implementação de fiscalização e mecanismos tecnologicos de monitoramento remoto das matas. Desta forma, espera-se poder ter um melhor controle das áreas de preservação e acompanhamento dos crimes ambientais, para que assim, as comunidades que dependem da natureza não tenha sua fonte de sobrevivência interrompida.