A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 23/10/2020

Durante a Revolução Industrial, principalmente na primeira e na segunda fase, a busca por recursos energéticos se tornou frenética. Atualmente, apesar da economia ainda estar fundamentada na industrialização, nota-se que há uma tendência mundial em formas mais conscientes de consumo. Em decorrência disso, tem-se ascensão de uma Economia Colaborativa a qual, em suma, busca o compartilhamento de produtos e serviços, por exemplo. A partir desse pensamento, haja vista que a produção de energia é um dos maiores poluentes da atualidade, urge analisar a importância da sustentabilidade nesse setor e os ganhos intelectuais no desenvolvimento dessas práticas mais ecológicas no Brasil.

Mormente, a Organização das Nações Unidas (ONU), em virtude do entendimento da insustentabilidade das ações humanas ao longo do tempo, desenvolveu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com o fito de reduzir práticas que são prejudiciais ao meio ambiente. Dentre as propostas, vale enfatizar a adesão de medidas mais ecológicas nas cidades e na implementação de energias limpas acessíveis. Porém, em desacordo com a Agenda 2030 da ONU, o Brasil, tal como o mundo, ainda é muito dependente dos combustíveis fósseis, como o petróleo, os quais, além de produzirem muito resíduo no processo de transformação da matéria em energia, trata-se de um recurso não renovável que prejudica o ecossistema.

Sobre essa ótica, vale ressaltar a Guerra dos Preços do Petróleo entre a Rússia e a Arábia Saudita a qual, além de desvalorizar em 60% o valor da matéria prima, de acordo com o portal Suno Research, ainda mostrou que é impossível, nos dias de hoje, depender majoritariamente de apenas uma fonte energética. Assim, observa-se que urge a adoção de recursos mais eficientes e sustentáveis para suprir a demanda nacional. Um bom combustível, por exemplo, cujo pioneirismo é brasileiro, é o biocombustível o qual é produzido a partir de componentes orgânicos.

Destarte, faz-se mister a adoção de medidas práticas para o alinhamento do Brasil a Agenda 2030 da ONU. Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação tanto o fornecimento de subsídios para pesquisas quanto o investimento na aplicação em massa dos artifícios energéticos na sociedade. Quanto as fontes já estudadas e pouco usuais no país, cabe a facilitação na aquisição de placas fotovoltaicas, por exemplo, que hoje são caras para os consumidores. Além disso, punir motoristas que, por irresponsabilidade, andam com carros que emitem excessiva quantidade de gás carbônico. Desse modo, o Brasil caminhará para a autossustentabilidade de suas fontes energéticas e para práticas mais ecológicas nas cidades.