A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 29/08/2020
Em sua obra “A Estrada”, o escritor norte-americano Cormac Maccarty apresenta um futuro distópico em que a vida animal dos mares e das florestas foram extintas do planeta terra e os poucos sobreviventes restantes abdicaram de sua humanidade para viver da prática do canibalismo e do estupro. Não longe da ficção, a sociedade brasileira hodierna caminha para essa finalidade deplorável. Nesse contexto, no que tange à questão da prática da sustentabilidade, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude do consumismo e da educação.
Em primeira análise, é crescente o número de pessoas consumistas em que o “ter” se tornou mais importante que o “ser”. Nesse sentido, o filósofo Zygmunt Bauman, afirmou que “o consumismo de hoje, não diz mais respeito á satisfação das necessidades naturais, mas sim a necessidade de identificação”. Dessa forma, o indivíduo reflete em suas compras o seu estilo de vida e prefere consumir de forma exagerada do que de forma sustentável, com a finalidade de aumentar o valor de sua imagem, afetando de forma indireta a fauna e flora do meio ambiente e a economia nacional.
Em segunda análise, a ausência de uma educação básica sustentável nas escolas agrava a ignorância ambiental. Acerca disso, o documentário da Netflix “Cowspiracy”, denuncia o quanto a agropecuária intensiva desgasta o meio ambiente de forma irreversível para abastecer o consumo mundial exagerado de carne e obter maior lucro. Visto isso, torna-se evidente à censura dos dados a cerca dos gases poluentes emitidos pela criação de gado e desmatamento, comprovando a banalização da população brasileira e das grandes empresas diante do desenvolvimento sustentável.
Portanto, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para tanto, o Ministério da Educação em parceria com ambientalistas devem promover palestras semestrais nas escolas de ensino médio do país, que tratem da importância da prática da sustentabilidade e ensinar que o “ser” é mais importante que o “ter”, a fim de que os jovens enquanto corpos doceis, aprendam a importância do desenvolvimento sustentável.