A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 01/09/2020

Desde a eclosão da Revolução Industrial, a maioria das atividades humanas têm interferido no equilíbrio ecológico do planeta. Somente após o surgimento de uma sociedade hipermoderna e evolução tecnológica, começa-se a se pensar nas consequências desses hábitos. Atualmente, importantes conferências internacionais debatem os “Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), apesar disso, o Brasil, mesmo sediando duas ODS’s, ainda carece de atitudes que solucionem as desigualdades em seu território, como também de ações de conservação da biocapacidade nacional.

É importante analisar, primeiramente, que com o país aderindo ao programa da ODS, assume-se o compromisso de promover a igualdade entre todos. Entretanto, mesmo estando entre os dez países com Produto Interno Bruto (PIB) mais alto, dados do Instituto Brasileiro de Pesquisas (IBGE), o índice Gini 2019, medidor global de desigualdade, mostrou que apenas 1% da população aumentou o poder de compra em 10%, enquanto que aqueles que vivem na pobreza aumentou 33%. Essa assimetria socioeconômica apresenta como causas principais a falta de acesso à educação de qualidade, baixos salários, política fiscal injusta, entre outros. Vale salientar que tais diferenças foram ainda mais expostas com a pandemia do Covid-19.

Paralelo a isso, a história brasileira é marcada por uma cultura de exploração intensiva do meio ambiente. Segundo o Fundo Mundial pela Natureza (WWF), em vários países, o principal fator de pressão para a exploração desenfreada é o crescente nível de consumo, porém no Brasil o problema é a acentuada queda na biocapacidade. Ou seja, estamos consumindo mais recursos do que o planeta consegue gerar, assumindo um déficit ecológico. Se essa postura abusiva e predatória da natureza perdurar, as sequelas poderão aparecer na perda da biodiversidade, secas severas, inundações, aumento na quantidade e intensidade dos incêndios florestais, além de prejuízos e grandes riscos aos investimentos.

Portanto, é dever de todos os brasileiros pensar no desenvolvimento sustentável. É imperial que o Ministério da Economia solucione os problemas de desigualdade, por meio de reformas fiscais e trabalhistas, para que exista uma distribuição de renda uniforme e se promova uma sociedade mais justa e igualitária, com acesso a um estilo de vida de qualidade. Além disso, é necessário alinhamento com os setores de produção e rigidez nas políticas públicas de conservação ecológica, por parte do Governo Federal. Para isso, deve-se investir em ações educativas de conscientização da população, bem como criação de parcerias com empresas e indústrias que estejam, de fato, engajados em proteger os biomas brasileiros. A fim de que se reconheça que os recursos naturais são finitos.