A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 30/08/2020
Uma postura destituída de empatia perante o sofrimento alheio. Essa é a imagem presente no quado “O grito”, do pintor Edvard Munch, pois na construção dessa arte expressionista, veem-se, ao fundo da tela, personagens que se mostram indiferentes à angústia evidenciada pela figura humana do plano central. Entretanto, essa cena não se limita ao âmbito artístico, já que as vítimas da falta de desenvolvimento sustentável no Brasil vivem algo semelhante, tendo em vista que elas têm sido “esquecidas” por setores governamentais e sociais. Sob essa ótica, cabe analisar os aspectos políticos e culturais que envolvem essa questão no país.
Primeiramente, pontua-se que o Poder Público mostra-se negligente ao não incentivar o desenvolvimento sustentável. Isso porque há, por parte dos órgãos executivos, uma ineficiência quanto ao processo de conscientização, uma vez que falta informar, desde a infância, a respeito da necessidade do consumo consciente para a redução de alguns materiais, por exemplo, o plástico, o que prejudica o direito de se ter um meio ambiente equilibrado. Sendo assim, nota-se que o governo não tem promovido o bem-estar de todo o coletivo, evidenciando, dessa forma, a ausência de consolidação dos princípios fundamentais alicerçados nos ideais iluministas do século XVIII, em prol da democracia.
Também, observa-se o silenciamento social frente à falta de desenvolvimento sustentável apresenta-se como fator agravador desse quadro negativo. Contudo, parte da população tem demonstrado certa inércia diante cenário, por acreditar que são majoritários os segmentos políticos contrários a elaboração de leis mais rígidas, posto que a legislação atual, por ser considerada branda, não tem inibido a emissão de gases poluentes por grandes indústrias , comprometendo, então, a manutenção da biodiversidade. Recorrendo aos estudos da cientista política Elisabeth Noelle-Neumann para explicas esse fenômeno, constata-se que, para evitarem conflitos com grupos dominantes, alguns indivíduos tendem a fortalecer uma “espiral do silêncio”, permitindo, assim, a manutenção de alguns entraves.
Ressalta-se, portanto, que a falta de desenvolvimento sustentável deve ser superada. Logo, é necessário exigir do Estado, via debates em audiências públicas, a conscientização, priorizando palestras educativas ministradas por ambientalistas, com o objetivo de informar a respeito da importância do consumo consciente para a redução de lixo. Ademais, é essencial estimular a população, por intermédio de campanhas midiáticas produzidas por ONGs, sobre a necessidade de haver o engajamento coletivo para a ruptura de discursos dominantes, potencializando, assim, a criação de um ordenamento jurídico mais rigoroso que garanta a redução de gases poluentes em grandes indústrias. Desse modo, a indiferença ao sofrimento alheio poderia ficar restrita a obra de Munch.