A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 03/09/2020
Na animação da Disney “Wall-e”, vemos de modo didático o péssimo impacto ambiental causado por um mundo cujo desenvolvimento não foi atrelado à sustentabilidade. Fora das telas, é realidade no Brasil um cenário semelhante ao da narrativa. A essa problemática, é impossível não associar a relação direta que tem com o lixo produzido pela humanidade, assim como o desmatamento empresarial.
Primeiramente, deve-se destacar que a origem de tanta exploração natural é advinda do período colonial. Durante o século XVI, quando os europeus colonizaram o Brasil e exploraram os nativos, os navegantes tinham sobre os indígenas a visão equivocada desses serem acomodados, -pois eles eram praticantes da sabedoria cuja “a máxima”, é a terra ser abundante e suficiente para todos, sendo desnecessário extrair senão fosse desfrutar de imediato. No entanto, a perspectiva dos orientais divergiu do orgânico e impera até os dias de hoje. Isso explica o porquê do mundo da moda ser tão volátil no que diz respeito as tendências: a chamada “fast fashion”, somente visa num curto período de tempo, lançar tendências que brevemente serão lixo no guarda-roupa dos brasileiros, gerando lucro e fazendo com que o consumo exacerbado seja a principal engrenagem para a inércia e acúmulo dos milhares de dejetos produzidos.
Além do fator lixo, são também propulsoras da problemática, empresas sem responsabilidade ambiental. Diferentemente da Faber Castel, muitas marcas usufruem dos bens naturais e se ausentam na hora de repor na natureza. As consequências da falta de fiscalização da silvicultura, foi assunto abordado no filme “O Lórax”, em que os humanos dependiam de respiradores por não mais existirem árvores, já que elas foram desmatadas sem serem replantadas. Essas empresas permanecem extraindo de maneira descontrolada, porque seus consumidores não buscam saber se ela possui o chamado “Selo Verde” -garantia de que a empresa merece ser vista como sustentável, porque busca causar o menor impacto possível ao meio ambiente enquanto se desenvolve.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para a redução do mau impacto ambiental, e educação da população, o MEC deve realizar palestras gratuitas que abordem a necessidade de explorar os 4R’s -reduzir, reciclar, reutilizar e repensar-, com a ajuda de profissionais da moda, a exemplo, consultor de imagem, personal stylist e design de moda. Ademais, é urgente que o Ministério do meio ambiente fiscalize as empresas presentes em locais que apenas devastem a natureza, sob pena de multa para que não repitam estes atos. Por fim, todos os cidadãos exigirem e somente consumirem de marcas prudentes. Dessa forma, teremos um planeta melhor do que aquele habitado por Wall-e.