A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 02/09/2020

O relatório de Brundtland, documento feito pela ex-ministra da Noruega, afirma que o desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer as das gerações futuras. Assim, a importância de um projeto de sustentabilidade se torna não apenas uma questão ambiental, mas também social. Entretanto, a falta de responsabilidade nas ações humanas e o não planejamento dos órgãos federais são problemas a serem enfrentados nessa área.

Em primeira análise, segundo o filósofo alemão Hans Jonas, é necessário que o indivíduo possua a responsabilidade de pensar nas consequências de suas ações sobre o meio ambiente. Todavia, é evidente a ausência dessa incumbência nos dias atuais, visto que os avanços tecnológicos, (tal como a revolução verde que intensificou a produção da agropecuária), os novos meios de produção e o extremo consumo, (os quais aumentam a quantidade de lixo), interferem negativamente na sustentabilidade ambiental.

Em segunda análise, de acordo com a Constituição federal de 1988, o poder público e a coletividade têm o dever de defender o meio ambiente e preservá-lo. Desse modo, também é obrigação do governo assegurar a defesa do ecossistema, contudo, o não planejamento das autoridades de um desenvolvimento sustentável é um revés para equilibrar o avanço econômico e a preservação ambiental, já que, o uso intensivo de fontes não renováveis, tais como os combustíveis fósseis, e as queimadas florestais impedem grande parte da sustentabilidade.

Portanto, a fim de enfatizar a importância do desenvolvimento sustentável, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente divulgue e debata os impactos socioambientais das ações humanas, por meio da mídia, meio de maior influência social, com o intuito de redigir a reflexão sobre a responsabilidade ecológica do indivíduo. Ademais, as instituições governamentais desenvolvam projetos de diminuição das queimas de combustíveis fósseis e aumento de produtos recicláveis, por meio de investimentos em fontes renováveis, tais como energia eólica, biomassa e objetos biodegradáveis, para que o conceito proposto no relatório de Brundtland se torne realista.