A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 03/09/2020
Em “Os Lusíadas”, Camões narra a expansão marítima portuguesa por um viés antropocêntrico, sendo o homem responsável por suas mazelas e conquistas. Fora da ficção, a realidade atual demonstra que a sociedade não entende-se como responsável pela falta de um desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, é importante e necessário que exista um desenvolvimento sustentável, no entanto há barreiras, como a priorização de interesses privados e a falta de empatia com as próximas gerações, que dificultam sua implementação.
Em primeiro plano, os interesses de empresas particulares caracteriza-se como um complexo dificultador. Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, cunhou o conceito de Indústria Cultural que seria o modo de fazer cultura a partir da lógica de produção industrial, ou seja, tudo pode ser vendido e obtido lucro. Diante dessa perspectiva, a falta de um desenvolvimento sustentável no Brasil se faz presente em virtude da supremacia de interesses financeiros, que acabam por exaurir os recursos naturais em prol de lucro. Um exemplo disso foi o rompimento da barreira de Mariana, a empresa que tinha o controle da área apenas visou o lucro e não o bem-estar ambiental e social da localidade da tragédia. Assim, a preferência por desenvolvimento privado em contraponto ao coletivo pode levar a crimes ambientais irreversíveis.
Ademais, outra dificuldade é a falta de empatias com gerações futuras. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneiras específica na realidade brasileiras, no que tange à falta de um desenvolvimento que preserve o ambiente, promova a economia e o progresso social. Essa liquidez influi sobre o não pensar empaticamente nas gerações futuras e em como elas irão sobreviver sem recursos naturais que atualmente estão sendo usados de maneira descontrolada em favor da geração atual.
Portanto, é fato a necessidade de um desenvolvimento sustentável. Para isso, é preciso que o Governo Federal deve aumentar a carga fiscal de empresas que não cumpram as Leis de Proteção e Preservação Ambiental. Esses impostos devem ser destinados ao reflorestamento e preservação de áreas ambientais. Tal ação deve ser supervisionada pelo Ministério do Meio Ambiente, que é uma pasta do Ministério da Agricultura, tudo isso com o propósito de responsabilizar as empresas por seu usufruto desmedido dos recursos naturais. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente precisa promover palestras em escolas e universidades com o intuito de educar a geração atual para que as futuras gerações possam viver sustentavelmente.