A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 03/09/2020

O filme ‘‘Wall-E’’ retrata um futuro distante em que a Terra está completamente destruída, inóspita e soterrada em lixo, impossibilitando, dessa forma, a vida no planeta. Embora seja uma obra ficcional, a produção denuncia um possível destino da humanidade, afinal, sem o desenvolvimento sustentável, os recursos necessários à sobrevivência serão extinguidos. Sob essa perspectiva, é imprescindível pontuar a relevância do desenvolvimento sustentável para a população, assim como os motivadores que impedem a efetivação de tal ação no Brasil.

É fundamental compreender, em primeira análise, que a ideia de um progresso ecológico não está dissociada da economia ou da qualidade de vida da população. Isso porque o principal objetivo de tal ação é conciliar o planejamento econômico e o meio ambiente. Tal propósito visa o bem-estar do ser humano, pois, com a concretização de tal dinâmica, as gerações presentes e futuras poderão fruir dos recursos naturais concomitantemente ao conforto de uma civilização sustentável. Prova disso é a Suécia, a qual ocupa o primeiro lugar em desenvolvimento sustentável e é o país com o sétimo melhor Índice de Desenvolvimento Humano, segundo a Organização das Nações Unidas.

Ademais, faz-se urgente discutir a evidente falta de organização estrutural nas cidades brasileiras, fato esse que impede a concretização de uma realidade mais sustentável. Ao tomar como base os dados do IBGE, nota-se que mais de 90% dos municípios brasileiros sofrem com um problema ambiental, além de contribuir diretamente para o aumento no índice de mortalidade. Afinal, os centros urbanos possuem um crescimento acelerado, visando apenas o suposto desenvolvimento da cidade. Em contrapartida, com a falta de planejamento, esse ‘‘avanço’’ corrobora para a poluição das águas, enchentes, doenças negligenciadas, afetando de maneira incisiva a saúde e o bem-estar populacional. Por essa razão, é perceptível a necessidade de uma organização estrutural e ecológica no Brasil.

Logo, percebe-se que o desenvolvimento de alternativas sustentáveis no Brasil apresenta empecilhos, os quais precisam ser mitigados. Nesse viés, é preciso que o Ministério de Desenvolvimento Regional e as Secretarias de Meio Ambiente idealizem e executem políticas de reorganização do planejamento estrutural dos municípios. Esses projetos devem ser feitos por meio de censos e pesquisas, direcionando as áreas mais afetadas por problemas ambientais. Dessa forma, os órgãos responsáveis deverão reparar os danos como saneamento e limpeza dos corpos hídricos, além de orientar a população, na internet, televisão e em outdoors, sobre a manutenção ideal, ecológica dos centros urbanos e informar a respeito dos canais de atendimento direcionados para a resolução de tais questões. Com tais medidas, a realidade vivida em ‘‘Wall-E’’ será restrita à ficção.