A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 03/09/2020

No final do século XVIII, a Inglaterra conquistou a posição de potência mundial graças à sua recente industrialização, a qual foi movida a carvão mineral, o mais antigo e poluidor dos combustíveis fósseis. Além da exploração humana, as fábricas também expeliam diariamente quilos de fumaça tóxica, poluindo os céus e iniciando uma era em que devastação tornou-se sinônimo de crescimento econômico. Com efeito, a destruição da natureza cresceu exponencialmente, portanto, para amenizar tais consequências negativas, faz-se necessário praticar o modelo de desenvolvimento sustentável, garantindo assim que existam recursos naturais para as gerações futuras.

Em primeiro lugar, ressalta-se que tal modelo é baseado no uso racional do que o ambiente fornece, principalmente no que tange a terra, água e combustíveis, afinal esses recursos são limitados. Além disso, também são desigualmente distribuídos, sendo que as pessoas mais pobres não têm acesso digno a eles, como frisou o papa Francisco ao falar “gemidos da irmã Terra se unem aos gemidos dos abandonados deste mundo”. Dessa forma, vê-se que sustentabilidade é, do mesmo modo, questão econômica e necessidade social.

Ademais, manter as mesmas atitudes do início das indústrias é uma ação precipitada, pois significa ignorar todo o desequilíbrio ambiental vivenciado atualmente, como irregularidades no regime das chuvas, extinção crescente de espécies e o aquecimento global, o qual intensifica os problemas anteriores. Aliás, o fato de os governantes só terem começado a pensar em soluções conjuntas para os problemas ambientais a partir da Conferência de Estocolmo, em 1972, demonstra que o meio ambiente nunca foi prioridade internacional, fato contraditório, pois o tão aclamado desenvolvimento econômico está ligado justamente à disponibilidade de recursos naturais. Consequentemente, um país que não busca ações sustentáveis está limitando o próprio crescimento futuro.