A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 04/09/2020

Iniciada no século XVIII, a Revolução Industrial - encabeçada pela Inglaterra e, em seguida, expandida para outras partes do mundo - provocou mudanças significativas na relação homem-natureza. Atualmente, após centenas de anos de exploração e destruição promovidas por esse antigo sistema, urge a necessidade de uma transformação na maneira de produzir. Dito isso, o desenvolvimento sustentável no Brasil é um assunto da mais alta importância, na medida em que previne o esgotamento dos recursos e também resguarda a biodiversidade e a própria vida humana na Terra.

A princípio, deve-se entender o elo entre capitalismo e devastação ambiental. Nesse contexto, o filósofo britânico Mark Fisher, em seu livro “Capitalism Realism”, argumenta que o sistema capitalista está intimamente relacionado com o aniquilamento do planeta, uma vez que opera e cresce por meio do aumento do consumo - o qual exige maior quantidade recursos e, por conseguinte, mais destruição. Diante disso, torna-se evidente que, cedo ou tarde, bens naturais essenciais serão escassos e o sistema, paradoxalmente engolindo a si mesmo, entrará em colapso. É por esse motivo que a implementação de um modelo de desenvolvimento sustentável é tão fundamental, pois visa ao equilíbrio entre o que a natureza pode prover e o que pode-se tirar dela, evitando o esgotamento de recursos.

Além disso, os impactos ambientais não são um problemas apenas para a vida humana e para o pleno funcionamento de sua economia, mas também para milhões de outras vidas que coabitam o planeta. Sobre isso, de acordo com o “World Wide Fund For Nature”, cerca de 10 mil espécies são extintas a cada ano, grande parte em função da ação antrópica. Desse modo, ações governamentais são imprescindíveis para deter esse cenário, as quais deverão se ater desde ao enrijecimento do código ambiental até ao incentivo da criação de novas tecnologias e métodos sustentáveis que substituam as atuais. Só assim será possível salvar os recursos, a vida humana e a biodiversidade.

Logo, é essencial que o governo se alinhe com a agenda da Cúpula das Nações Unidas Sobre o Desenvolvimento Sustentável de 2015, por meio do cumprimento dos 17 passos estabelecidos na conferência, que vão desde o controle da emissão de gases poluentes até a busca por igualdade de gênero, para que, primeiro, haja um futuro e que, segundo, ele seja melhor do que o presente.