A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 14/10/2020
No final do século XV, surgia na Europa o sistema capitalista, impulsionado pelas ideias calvinistas de valorização do trabalho e da poupança. Na contemporaneidade, essas ideias refletiram na forma de a sociedade lidar com o meio ambiente, e a evolução desse cotidiano exibe a atual preocupação com a situação financeira em detrimento da preservação ambiental. Diante disso, é evidente o desafio para combater essa circunstância, que é ainda agravada tanto pela negligência de instituições formadoras de valores comportamentais quanto pela ineficácia de ações políticas.
Em princípio, é imperativo pontuar que o descaso de famílias e outras instituições sociais no repasse de informações acerca de ações ambientalmente saudáveis dificulta o desenvolvimento sustentável no Brasil. Isso decorre, principalmente, do fato de a implantação dessas práticas sustentáveis gerar, muitas vezes, gastos de tempo e de dinheiro, dois bens muito valorizados pelo atual sistema capitalista. Nesse sentido, verifica-se que, mesmo após avanços na área de educação ambiental, ainda há muita ignorância por parte dos cidadãos, o que faz que, com frequência, as medidas de preservação permaneçam apenas no papel.
Ademais, no contexto relativo à questão pública, apesar dos esforços do Estado, como o montante investido no Ministério do Meio Ambiente a fim de garantir o desenvolvimento econômico em concordância com a preservação ambiental, ainda persistem negligências tanto em relação ao setor empresarial quanto em relação à sociedade civil. Como exemplo, é comum que o setor privado não receba nenhum tipo de incentivo para o exercício de práticas sustentáveis, além de boa parte da população não ser impactada pelas campanhas governamentais de conscientização sobre hábitos ambientalmente amigáveis, o que exibe a atual falta de medidas efetivas para combater o problema. Logo, indubitavelmente, é necessário maior engajamento por parte das autoridades competentes para resolver a questão da exclusão digital de idosos no Brasil.
Portanto, com o objetivo de consolidar uma mentalidade social que preserve a natureza, compete a mais famílias, empresas e até setores da imprensa ampliar, por meio, respectivamente, de mais diálogos domésticos, cartilhas educativas, palestras ou documentários em horário nobre sobre o tema, a necessária preocupação com o meio ambiente. Além disso, cabe ao governo federal intensificar investimentos em políticas públicas para garantir um país mais sustentável, por meio de uma reestruturação orçamentária capaz de destinar ao Ministério do Meio Ambiente mais recursos específicos para contemplar essa questão. Assim, será possível que as práticas “verdes” sejam incentivadas e praticadas na sociedade brasileira.