A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 21/10/2020
A Revolução Verde, período de grande desenvolvimento na agricultura, trouxe consigo diversos avanços tecnológicos no campo do agronegócio, como maquinários de plantio e sementes transgênicas. Entretanto, mesmo com o advento desses novos mecanismos, que incrementaram novas técnicas de cultivo e produção mais eficientes, o homem continua a desmatar e destruir a esfera biótica de maneira desordenada, pondo em risco a fauna e flora da pátria. Assim, é necessário compreender como a busca excessiva por lucros e a ineficiência do Estado perpetuam o atual cenário.
A princípio, vale ressaltar que o ideal capitalista de maximização de receitas cria um panorama nocivo à sociedade. Nesse sentido, o ecologista Hardin afirma que a ganância individual do homem condena os recursos coletivos à falência. Sob tal ótica, tendo em vista a expansão das terras para cultivo, muitos latifundiários derrubam e queimam milhares de hectares de florestas nativas, destruindo completamente diversos habitats e matando várias espécies residentes naquele local, a exemplo das queimadas no Pantanal do ano de 2020, que alcançaram recordes de destruição. Nesse viés, o ritmo desenvolvimentista brasileiro valoriza o crescimento mercadológico em detrimento do futuro geracional da sociedade.
Por conseguinte, a ineficácia governamental em lidar com a problemática é outro fator agravante. Posto isso, é importante frisar que a Constituição de 1988 garante pelo poder público a preservação ambiental da nação. Contudo, ao analisar a negligência estatal em lidar com os diversos tipos de crimes ambientais noticiados, como construção de barragens inadequadas, desvio de afluentes e poluição de lençóis freáticos, por exemplo, nota-se que não há o cumprimento efetivo dessa lei. Dessa maneira, propicia-se um quadro impunidade para com os crimes contra a ecologia brasileira na sociedade, o que consolida ainda mais o contexto vigente.
Diante do exposto, é evidente a necessidade de ações para sanar essa situação problemática no Brasil. Logo, cabe ao Governo Federal – entidade responsável pela manutenção das leis -, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Economia, estabelecer medidas mais rígidas de fiscalização de áreas com altos índices de deterioração natural, além de criar projetos de pesquisa com foco em inovação sustentável, para que se possa restringir o avanço das contínuas degradações promovendo o desenvolvimento econômico nacional, com o fito de suscitar um sociedade mais harmônica com a fauna e flora. Com tais medidas, será possível mitigar a situação atual usufruindo dos avanços tecnológicos do novo século.