A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 14/11/2020
A revolução industrial, em seu princípio, no final dos século XVIII, não considerava relevante a preocupação em preservar os recursos naturais necessários para esse novo capítulo na história da economia mundial. Hodiernamente, entretanto, a preocupação com um desenvolvimento sustentável - capacidade de utilizar recursos naturais sem comprometer a disponibilidade para o futuro - é evidente e um tópico importante para superar a relevância do capitalismo em detrimento de uma política de conservação ambiental e a escassez de medidas que viabilizem a prática efetiva dessas políticas.
Em primeira análise, torna-se evidente a grande necessidade de mais terras para a agricultura, visto que a fronteira agrícola segue contribuindo para o desmatamento em direção à floresta amazônica. Em destaque à “eco-92”, Conferência das Nações Unidas que possuía como principal tópico o desenvolvimento sustentável, o Brasil, não tomando medidas adequadas para administrar seus bens naturais, antagoniza o principal tema discutido no evento. Deste modo, constata-se que se há um desmatamento desenfreado em prol de uma economia agroexportadora, há falta de ações efetivas, posto que a introdução de um plano de contingência e os riscos futuros já foram introduzidos para os órgãos competentes.
Além disso, o Brasil é dos principais produtores de petróleo do mundo e sua exploração passa pelo processo de queima de combustíveis fósseis, que é um dos principais precursores do efeito estufa - aquecimento acentuado da Terra. Paralelamente à Magna Carta brasileira de 1988, a qual assegura um meio ambiente limpo e equilibrado a todos os cidadãos, um Estado, sem medidas efetivas para um desenvolvimento sustentável, pode colocar esse direito constitucional em risco, uma vez que a falta de uma intervenção pode ser a responsável por grandes desastres ambientais. Logo, a escassez de um controle de exploração do petróleo brasileiro, por exemplo, contribui para a instabilidade não só do meio ambiente, mas de um direito previsto por lei.
Torna-se claro, portanto, a relevância de uma medida corretiva à problemática em questão. Para que isso ocorra, é necessária a intervenção do ministério do meio ambiente, a partir da convocação de assembleias com lideranças políticas e comunidade, em âmbito nacional, com o objetivo de elaborar um plano inclusivo a todos os estados brasileiros e que tenha como finalidade medidas para o alcance de um desenvolvimento sustentável, com plano de fundo nos principais aspectos discutidos na “eco-92”. Isso, consequentemente, traria a baixa incidência de desastres ambientais e uma boa qualidade de vida para a população. Assim, o impasse seria resolvido e os recursos naturais não estariam escassos para as gerações futuras.