A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil
Enviada em 06/12/2020
Embora a Constituição Federal de 1988 assegure que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e preservado para as presentes e futuras gerações, percebe-se que, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito aos desafios enfrentados por um desenvolvimento sustentável. Assim, é lícito afirmar que a postura do Estado e a negligência de parte da sociedade contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.
Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, uma falta de preocupação referente às questões ambientais. Isso porque, na década de 1950, o governo Juscelino Kubitschek promoveu, por meio do plano " Tripé Econômico “, a industrialização do Brasil e o consequente crescimento das cidades sem que houvesse, no entanto, uma política pública para o desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, o constante consumo dos elementos naturais é prejudicial ao planeta, sendo necessário que o desenvolvimento sustentável se insira no cotidiano das pessoas de modo significativo. Desse modo, entende-se que tal prática ajuda na redução da degradação do ambiente, pois busca novas formas de gerar lucro por meio da qualidade ao invés de quantidade, fazendo uso de atividades que descartam desmatamento, queimadas, desperdício de matérias primas ou qualquer outro modo de destruição da natureza.
Ademais, comprava-se, por parte das escolas, a ausência de conceitos ligados ao meio ambiente. O sociólogo Edgar Morin desenvolveu o conceito de " pensamento sistêmico “, segundo o qual é preciso ir além de um pensamento linear, que simplifica a realidade, sendo necessário considerar as mais diversas redes de relações de causa e efeito. Sob essa lógica, em vez de ser priorizado apenas o interesse acadêmico, deve-se observar, por meio de um olhar transdisciplinar, o impacto social, ambiental, geológico e populacional. Logo, ações sustentáveis requerem, pois, uma mudança de olhar, que deve ser construído socialmente dentro do ambiente escolar.
Urge, pois, que medidas sejam tomadas com o intuito de se coibir o problema discorrido. Para tanto, cabe ao Governo Federal, por intermédio de subsídios tributários, estimular à sustentabilidade nas áreas econômicas, como por exemplo, a criação de leis que relacione cuidado ambiental e aumento de capital, a fim de preservar a biodiversidade brasileira. Outrossim, compete às escolas abordar o tema relacionado à sustentabilidade dentro da sala de aula, por meio das disciplinas de Biologia, Química e Geografia, de modo que os jovens criem o hábito de consumir produtos biodegradáveis. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.