A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 24/12/2020

Consoante o artigo 225 da Constituição Federal, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público o dever defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Nesse contexto, o déficit em políticas públicas que visam o desenvolvimento sustentável, peças fundamentais na preservação do meio ambiente, é alarmante e possui em sua raiz a mentalidade imediatista da sociedade.

Mormente, vale ressaltar que o comportamento egocêntrico da sociedade está diretamente relacionado com o déficit de desenvolvimento sustentável. Hodiernamente, devio ao intenso fluxo de informações, os indivíduos acostumaram-se a obter respostas e resultados quase que imediatos. Tal comportamento vai de encontro ao planejamento sustentável, uma vez que, por diversas vezes, se faz necessário sacrificar prazeres e bonanças atuais, em prol de um bem maior futuro. Nessa perspectiva, o Princípio da Maior Felicidade, do filósofo utilitarista John S. Mill, que ilustra como a ação adequada é aquela que maximiza a felicidade para o maior número de pessoas, é uma importante ferramenta de desconstrução da mentalista imediatista.

Ademais, em decorrência do comportamento e da negligência de políticas sustentáveis, diversos danos ambientais têm ocorrido. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), devido às práticas exploratórias do agronegócio, que almejam lucro imediato, biomas, como Mata Atlântica e Cerrado, já diminuiram em mais de 30%. Destarte, o pensamento imediatista, focado no lucro presente, coloca em risco o meio ambiente para as futuras gerações. Nesse cenário, o filme “Uma verdade inconveniente”, estrelado por Al Gore, retrata como ações presentes podem interferir na biodiversidade do futuro.

Infere-se, portanto, que há entraves a serem resolvidos. Assim, o Ministério do Meio Ambiente, por meio de parcerias com os meios de comunição, deve promover palestras e cursos, a fim de esclarecer a população sore os riscos ambientais decorrentes de ações que priorizam, exclusivamente, o lucro e o gozo presente. Esses cursos devem focar em exemplos concretos como o desmatamento oriundo do agronegócio e o consumo exacerbado, no intuito de alterar o comportamento dos indivíduos. Por fim, o Ministério da Economia, mediante colaborações com as secretarias de Desenvolvimento, deve ampliar os incentivos fiscais para empresas, que tenham como foco o desenvolvimento sustentável e a proteção do meio ambiente, no intuito de expandir o número de atores sociais sustentáveis. Assim, o direito da Carta Magna será, de fato, efetivado.