A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 09/04/2021

De acordo com Paul Atson, co-fundador do Greenpeace, a inteligência é a capacidade das espécies em viver em harmonia com o meio ambiente. Contudo, apesar da relevância da inteligência ambiental na sociedade em geral, o cenário brasileiro demonstra um comportamento negligente ao optar pelo avanço econômico momentâneo, em detrimento do desenvolvimento sustentável que demanda tempo e esforço. Nesse ínterim, além de reavaliar a gravidade dos impactos do sistema capitalista, é necessário o envolvimento dos cidadãos no processo de desenvolvimento sustentável.

Convém ressaltar, a princípio, que a depredação do meio ambiente de forma generalizada foi naturalizada desde o início do sistema capitalista e se perpetua no cenário atual.Apesar da Constituição de 1988 ratificar que um meio ambiente equilibrado é um direito social, e que deve-se preservá-lo para as gerações futuras, no Brasil a elite agrária tem um grande poder político e econômico capaz de burlar tal sistema. De acordo com a BBC Brasil, o agronegócio corresponde a aproximadamente 21% do PIB brasileiro, porém, em decorrência do desmatamento e das mudanças climáticas ocasionadas por tais práticas são projetados perda de produtividade nos próximos 30 anos. Dessa forma, percebe-se que o desenvolvimento a qualquer custo se torna um paradoxo, quando as consequências de tal prática são a perda da biodiversidade, da qualidade do solo e do menor volume de chuva, que além de prejudicar o planeta em geral, também lesa o próprio meio de produção do sistema econômico.

Ademais, conforme Émile Durkheim, a sociedade funciona como um corpo biológico, em que todos os indivíduos devem realizar seu papel corretamente para o funcionamento da totalidade. Logo, é preciso a participação da população civil no processo de desenvolvimento sustentável, e na cobrança de seu Estado pela sua implementação. Haja vista, no documentário “Ser tão Velho Cerrado”, mostra-se a cordialidade entre o meio ambiente e o ser humano, em que os quilombolas residentes numa área de preservação de tal bioma, sobrevivem de forma sustentável através da fauna e flora do Cerrado. Desse modo, comprova-se que é possível a convivência harmônica entre o desenvolvimento da sociedade e a preservação da natureza, se realizada de forma equilibrada.

Em suma, apesar de ser um projeto mais trabalhoso, o desenvolvimento sustentável é imprescindível para a continuidade da vida como se encontra hoje. Portanto, o Poder Legislativo em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, devem ampliar e criar novas áreas de preservações de florestas nativas, além de influenciar o agronegócio a utilizar técnicas de produção menos prejudiciais à natureza, como a substituição de agrotóxicos por biorremediação, por meio da criação de leis propondo tais questões, com o intuito de harmonizar a questão econômica e ambiental sem prejudicar a população brasileira.