A importância do desenvolvimento sustentável no Brasil

Enviada em 08/10/2022

No livro “Estação Brasil”, do escritor Domingos Pellegrini, é retratado um futuro apocalíptico causado pelo consumismo e dissenso político, que levaram à destruição ambiental, tornando a Terra inabitável. Fora da ficção, no Brasil, ocorre também um estilo de vida insustentável e seus impactos, o que contraria deveres constitucionais e propostas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS). Portanto, medidas públicas precisam reformular o modelo econômico e reverter danos ambientais.

A princípio, vale ressaltar que o modo de produção capitalista é em essência maléfico ao equilíbrio ecológico. Consoante a isso, a socióloga ecossocialista Sabrina Fernandes atesta que, apesar de o capitalismo deter uma lógica de acumulação infinita em um planeta com recursos finitos, tal contradição é dissimulada, pois responsabilidades coletivas são delegadas aos indivíduos, por exemplo, gestão hídrica. Nesse viés, evidencia-se o dever estatal de cumprir o Art.225 da Constituição Cidadã, o qual defende a conscientização pública, visto que todos têm direito a um meio-ambiente equilibrado. Em suma, práticas sustentáveis devem estar em vigor.

Ademais, infere-se que, por promover desequilíbrio ambiental, surgem problemas de ordem social. Aliás, o biólogo Átila Iamarino afirma que a sociedade se esqueceu de sua ligação com a natureza, pois o atual estilo de vida gera alteração nos ciclos hidrológicos, extinção de espécies e poluição de ecossistemas, acarretando, assim, problemas ao corpo civil: crise hídrica, insegurança alimentar e refugiados climáticos. Sob essa óptica, compreende-se a necessidade da concretização dos ODS, como promover saúde e combater mudanças climáticas. Então, urge que a economia esteja em consonância ao meio-ambiente.

Logo, cabe ao Ministério da Educação efetivar a educação ambiental, por meio da incersão de aulas que discutam sobre sustentabilidade-formando uma nova concepção sobre ética e responsabilidade ambiental-, a fim de romper com as contradições capitalistas. Outrossim, o Ministério do Meio Ambiente deve incutir no mercado nacional práticas não agressivas à natureza, por intermédio de incentivos fiscais às empresas, no inuito de mitigar danos sociais e ambientais.